Sebrae RS apoia agroindústrias de mel na conquista de mercados

Foto: Crédito: Divulgação

Duas agroindústrias de mel com sede em Santiago e São Gabriel participarão da Feisma 2026, a  até 8 de novembro, no Centro Desportivo Municipal (CDM). Com apoio do projeto Acesso a Mercado – Exportação Apicultura, que integra o programa Juntos pelo Agro (CNA, Farsul, Senar e Sebrae RS), as empresas apresentarão seus produtos e buscarão ampliar oportunidades comerciais, incluindo o lançamento de uma linha premium voltada ao mercado externo. A feira será realizada paralelamente ao 4º Santa Summit, encontro dedicado à inovação e ao empreendedorismo. A participação integra o trabalho do Juntos pelo Agro, iniciativa que envolve mais de 100 apicultores e busca fortalecer a qualidade da produção e a presença do mel gaúcho nos mercados nacional e internacional.

O trabalho conecta produtores rurais e agroindústrias que compram mel de apicultores do Rio Grande do Sul e também mantêm produção própria. A estratégia busca agregar valor ao produto, aprimorar sua apresentação comercial e dar maior visibilidade à origem gaúcha do mel, inclusive por meio de embalagens destinadas ao consumidor final. “Nosso foco é ampliar o acesso a mercados e criar condições para que o mel produzido no Rio Grande do Sul chegue a novos compradores, inclusive no exterior. Para isso, trabalhamos tanto com os apicultores, na gestão da produção e na qualidade do mel, quanto com as agroindústrias, na estruturação necessária para avançar comercialmente”, explica Lidiane Soldatti, gestora de Projetos do Agronegócio do Sebrae RS.

Segundo Lidiane, as duas agroindústrias participantes já possuem habilitação para exportar, mas estão em diferentes etapas dessa trajetória. Uma delas já comercializava mel a granel para o mercado externo, enquanto a outra tinha a documentação necessária para exportação, mas ainda não havia realizado vendas internacionais. O trabalho apoiado pelo projeto busca desenvolver novas possibilidades de comercialização e fortalecer o posicionamento dos produtos.

Uma das frentes é ampliar a presença de embalagens menores, com identificação da procedência gaúcha. Embora o mel produzido no Estado já alcance mercados internacionais, parte desse volume é comercializada a granel ou passa por outros estados antes de chegar ao destino final, o que pode reduzir a visibilidade de sua origem. Valorizar essa procedência é uma das estratégias para diferenciar os produtos.

“A exportação não depende apenas de encontrar um comprador. É necessário preparar a empresa, avaliar o produto, adequar a apresentação e organizar os processos para atender às exigências de cada mercado. O trabalho com as agroindústrias envolve esse conjunto de etapas para que elas possam aproveitar as oportunidades com mais estrutura”, afirma a gestora.

Da qualificação da produção à abertura de mercados

O projeto envolve diferentes etapas da cadeia produtiva. Junto aos apicultores, o trabalho inclui acompanhamento individual e orientações sobre o manejo da atividade, com atenção à qualidade do mel fornecido às agroindústrias. Mais de 100 produtores são atendidos ou impactados pela iniciativa.

No trabalho com as empresas, as ações incluem a elaboração de planos de exportação e o aprimoramento de aspectos operacionais e comerciais. “Entre as frentes estão o reposicionamento de marcas e produtos, a rotulagem, a identidade visual, a certificação orgânica, as boas práticas de fabricação e os procedimentos de controle de qualidade e segurança dos alimentos”, pontua Lidiane.

Na Feisma, as duas agroindústrias apresentarão suas linhas de produtos ao público. A feira também será uma oportunidade para aproximar os consumidores da produção regional, promover degustações e ampliar a visibilidade do mel. Uma das empresas aproveitará o evento para lançar uma linha premium desenvolvida com foco na exportação.

A programação inclui ainda rodadas de negócios e encontros comerciais voltados à aproximação entre empresas e potenciais compradores. A proposta é aproveitar a presença de diferentes setores e públicos na Multifeira para estabelecer contatos que possam contribuir para a expansão das vendas.

“A participação na feira permite apresentar os produtos, conversar diretamente com o público e mostrar a diversidade do mel produzido na região. Ao mesmo tempo, as conexões comerciais podem abrir caminhos para novos negócios. É importante que o consumidor reconheça a origem do produto e que as empresas estejam preparadas para atender a diferentes mercados”, conclui a gestora.

 

 

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