A NoHarm.ai, instituição sem fins lucrativos com sede em Porto Alegre, está entre os seis finalistas da 22ª edição do Prêmio Empreendedor Social. A premiação é promovida pela Folha de São Paulo em parceria com a Fundação Schwab, entidade-irmã do Fórum Econômico Mundial, sendo considerada a principal do gênero na América Latina. A votação popular está aberta até 11 de novembro.
O desenvolvimento de ferramentas de apoio à decisão clínica é o objetivo da NoHarm.ai – Instituto de Inteligência Artificial na Saúde. A tecnologia ajuda farmacêuticos e equipes de saúde a identificar, em tempo real, prescrições com risco de causar dano ao paciente, como doses inadequadas, interações medicamentosas e duplicidades.
Atualmente, a solução está presente em mais de 200 hospitais brasileiros. O modelo de sustentabilidade é de subsídio cruzado: hospitais privados pagam pelo serviço e, com isso, financiam o acesso gratuito de hospitais públicos do SUS. São mais de 4 mil profissionais da saúde sendo beneficiados. A NoHarm.ai mantém frentes de pesquisa em processamento de linguagem natural clínico e projetos de navegação do cuidado na atenção primária e na urgência, sempre com foco no sistema público de saúde.
Para Henrique Dias, CEO e cofundador da NoHarm.ai ao lado de Ana Helena Ulbrich, estar na final do Prêmio é um marco para todos que trabalham pela segurança do paciente no Brasil. “Erros de medicação são uma das principais causas evitáveis de dano nos hospitais. Figurar entre os finalistas mostra que a inteligência artificial pode ser pública, ética e feita no Sul do Brasil. Cada voto ajuda a levar essa tecnologia a mais hospitais do SUS”, diz.
Nos últimos cinco anos, a Coalizão pelo Impacto Porto Alegre tem se dedicado a apoiar negócios de impacto socioambiental e a fortalecer o ecossistema de inovação social na Capital. Por isso, a coordenadora da Coalizão, Ana Lúcia Maciel, tem convicção do quão significativa é a presença da representante gaúcha no Prêmio: “A NoHarm prova que é possível desenvolver tecnologia de ponta em Porto Alegre e colocá-la a serviço de quem mais precisa, possibilitando que o SUS seja ainda mais seguro”.

