O Índice ABCR referente a julho de 2026 apresentou estabilidade (0,0%) na comparação dessazonalizada com junho. O índice que mede o fluxo pedagiado de veículos nas estradas é construído pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias juntamente com a Tendências Consultoria. Na comparação dessazonalizada, o resultado refletiu a queda de 0,5% nos veículos pesados e 0,2% em leves.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice total decaiu 1,1%, impulsionado pela baixa de 0,5% no fluxo de veículos pesados e de 0,5% do segmento de leves. Nos últimos doze meses, o índice total avançou 2,1%, fruto do aumento de 2,1% de veículos leves e 2,2% de pesados.
Em julho, o fluxo total de veículos nas praças pedagiadas da ABCR manteve-se estável na série dessazonalizada, refletindo a combinação entre a queda no tráfego de veículos pesados e o avanço dos leves. O crescimento dos veículos leves interrompeu dois meses consecutivos de retração, impulsionado principalmente pelo período de férias escolares, que favorece os deslocamentos de lazer.
“Além do efeito sazonal, a demanda das famílias continua sendo sustentada pela resiliência do mercado de trabalho, pela geração de empregos e pela expansão da renda, fatores que estimulam a mobilidade. Entretanto, o cenário de juros elevados, crédito restrito e alto endividamento das famílias ainda limita uma expansão mais robusta do fluxo de veículos”, comentam o analista da Tendências Consultoria, Thiago Xavier.
“O fluxo de veículos pesados caiu na margem, revertendo a alta observada em junho. Apesar disso, o segmento segue sustentado pela demanda logística e pelo escoamento de bens industriais e agropecuários, ainda que sujeito a oscilações mensais relacionadas ao ritmo da atividade e à movimentação de cargas. Do ponto de vista econômico, custos operacionais elevados, condições de crédito restritivas e incertezas associadas ao preço dos combustíveis continuam como limitadores relevantes, com potencial de afetar fretes, margens e decisões de transporte ao longo dos próximos meses”, pontua comentam o analista da Tendências Consultoria, Felipe Melchert.

