O Banco Central afirmou nesta segunda-feira (10) que avalia interligar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países. A iniciativa geraria maior eficiência e menor custo de transações, em meio a recentes ataques do governo dos Estados Unidos contra o modelo brasileiro. A medida seria um passo adicional em relação ao monitoramento já feito atualmente pelo BC de transações feitas com Pix em outros países a partir de parcerias entre instituições financeiras privadas do Brasil e estrangeiras.
“Estão em discussão tanto interligações bilaterais como a participação em ‘hubs’ multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, afirmou a autarquia, em relatório de gestão do Pix.
No último documento referente ao assunto, publicado em 2023, a autoridade monetária afirmava apenas que o Pix poderia “permitir, no futuro, a integração com sistemas de pagamentos instantâneos internacionais”, sem entrar em detalhes.
Alvo dos EUA
O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos entrou no radar dos Estados Unidos, que, em julho, aplicaram uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil. A justificativa do governo Trump foi combater o que chamou de “práticas comerciais desleais”, entre elas, o Pix.
No relatório desta segunda-feira, o BC argumentou que a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e melhorar a transparência de transações entre países.
(*) com R7

