O valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 26 das 27 capitais brasileiras, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE em parceria com a Conab. Entre junho e julho de 2026, o preço da cesta básica de Porto Alegre apresentou
queda de -5,36%. O custo foi de R$ 841,94. Entre julho de 2025 e julho de 2026, o valor acumulou elevação de 1,39%. Na variação acumulada ao longo de 2026, houve alta de 7,36%.
Entre junho e julho de 2026, seis dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios: tomate (-37,81%), batata (-19,80%), café em pó (-2,62%), açúcar refinado (-1,48%), arroz agulhinha (-1,41%) e farinha de trigo (-0,25%). Carne bovina de primeira manteve-se estável. Os outros seis itens apresentaram elevação de preço: banana (5,03%), feijão preto (4,41%), leite integral (1,62%), óleo de soja
(1,57%), pão francês (0,69%) e manteiga (0,21%).
No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em seis dos 13 produtos: batata (58,43%), feijão preto (15,85%), pão francês (6,27%), banana (5,77%), carne bovina de primeira (5,42%) e leite integral (1,80%). Apresentaram diminuição de preços: tomate (-24,39%), arroz agulhinha (-17,00%), café em pó (-16,35%), açúcar refinado (-15,29%), manteiga (-5,84%), farinha de trigo (-3,16%) e óleo de soja (-1,90%).
No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e julho de 2026, sete alimentos registraram alta: batata (74,07%), tomate (40,69%), feijão preto (31,36%), leite integral (21,72%), pão francês (4,66%), carne bovina de primeira (3,71%) e manteiga (1,38%). Apresentaram queda de preço: café em pó (-15,65%), açúcar refinado (-13,64%), óleo de soja (-11,54%), banana (-4,04%), farinha de trigo (-3,39%) e arroz agulhinha (-3,23%).
Em julho de 2026, o trabalhador de Porto Alegre remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 114 horas e 16 minutos para adquirir a cesta básica. Em junho de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 120 horas e 44 minutos. Em julho de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 120 horas e 21 minutos.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em julho de 2026, 56,15% da renda para adquirir a cesta. Em junho de 2026, esse percentual correspondeu a 59,33% da renda líquida e, em julho de 2025, a 59,14%
CENÁRIO NACIONAL
Entre junho e julho de 2026, as quedas mais importantes ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%), Rio de Janeiro (-7,12%), Brasília (-6,71%), João Pessoa (-6,65%), Salvador (-6,59%), Fortaleza (-6,39%), Florianópolis (-6,28%) e Cuiabá (-6,04%). A única alta foi registrada em São Luís, 0,30%. São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 915,01), seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).
A comparação dos valores da cesta, entre julho de 2025 e julho de 2026, mostrou que o custo aumentou em 22 capitais e caiu em outras cinco. As altas variaram entre 0,74%, em Recife, e 8,33%, em Cuiabá. As quedas mais expressivas ocorreram em Natal (-2,26%), Brasília (-1,46%) e São Luís (-1,18%). No acumulado de janeiro a julho de 2026, as 27 capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com variações que oscilaram entre 4,28%, em Campo Grande, e 15,68%, em Porto Velho.
Com base na cesta mais cara, que, em julho, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em julho de 2026, o salário
mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.687,01 ou 4,74 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621,00. Em junho, o valor necessário era de R$ 8.110,92 e correspondeu a 5 vezes o piso mínimo. Em julho de 2025, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.274,43 ou 4,79 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.518,00.

