Cesta básica registra alta de 2,18% em Porto Alegre em junho, diz Dieese

Foto: Crédito: Vitor Vasconcelos / Secom-PR

Em junho, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em 17 capitais brasileiras e diminuiu em outras 10, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo DIEESE em parceria com a Conab. Entre maio e junho de 2026, os aumentos mais importantes ocorreram em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 965,47), seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Na comparação dos valores da cesta em 12 meses, ou seja, entre junho de 2025 e junho de 2026, houve aumento em 26 capitais. As altas mais expressivas foram registradas em Cuiabá (14,71%), Aracaju (13,12%) e Belo Horizonte (12,52%). Em São Luís, a cesta ficou praticamente estável (-0,09%). nos primeiros seis meses de 2026, todas as cidades registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Em junho de 2026, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais pesquisadas foi de 105 horas e 51 minutos, maior do que o registrado em maio, quando ficou em 105 horas e 50 minutos. Já em junho de 2025, considerando as 27 capitais analisadas, a jornada média foi de 104 horas e 03 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em junho de 2026, 52,02% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em maio, 52,01% da renda líquida. Em junho de 2025, considerando as 27 capitais analisadas, o percentual médio ficou em 51,13%.

PORTO ALEGRE

Em junho de 2026, o preço da cesta básica de Porto Alegre apresentou alta de 2,18% em relação a maio e ficou em R$ 889,58. Em 12 meses, o valor acumulou elevação de 7,00%. Em 2026, registra alta de 13,44%. Entre maio e junho de 2026, cinco dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram aumento nos preços médios: batata (13,86%), tomate (9,64%), feijão preto (7,87%), manteiga (2,69%) e carne bovina de primeira (0,89%). Arroz agulhinha manteve-se estável. Os outros sete alimentos apresentaram queda de preço: açúcar refinado (-4,93%), café em pó (-4,27%), óleo de soja (-2,18%), farinha de trigo (-1,72%), leite integral (-1,07%), pão francês (-0,75%) e banana (-0,50%).

No acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas elevações em sete dos 13 produtos: batata (51,55%), tomate (24,73%), feijão preto (7,52%), pão francês (6,60%), banana (6,19%), carne bovina de primeira (5,52%) e leite integral (4,31%). Apresentaram diminuição de preços: arroz agulhinha (-19,92%), café em pó (-16,95%), açúcar refinado (-14,74%), farinha de trigo (-4,99%), manteiga (-3,86%) e óleo de soja (-1,93%).

No acumulado do ano, ou seja, entre dezembro de 2025 e junho de 2026, sete produtos registraram alta: tomate (126,22%), batata (117,04%), feijão preto (25,81%), leite integral (19,78%), pão francês (3,94%), carne bovina de primeira (3,71%) e manteiga (1,17%). Os seguintes itens registraram queda de preço: café em pó (-13,38%), óleo de soja (-12,91%), açúcar refinado (-12,34%), banana (-8,63%), farinha de trigo (-3,15%) e arroz agulhinha (-1,84%).

Em junho de 2026, o trabalhador de Porto Alegre remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 120 horas e 44 minutos para adquirir a cesta básica. Em maio de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 118 horas e 10 minutos. Em junho de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário foi de 120 horas e 29 minutos.  Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em junho de 2026, 59,33% da renda para adquirir a cesta. Em maio de 2026, esse percentual correspondeu a 58,06% da renda líquida e, em junho de 2025, a 59,21%.

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