Pesquisa da CDL POA aponta desafios e oportunidades para o Centro Histórico

Foto: Crédito: iStock/Vinicius Zimmermann

Para celebrar seus 65 anos, a CDL Porto Alegre apresenta uma pesquisa inédita que traz um retrato detalhado das percepções, comportamentos e expectativas da população em relação ao Centro Histórico da Capital. A iniciativa reforça o compromisso histórico da Entidade em ouvir a sociedade e contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento urbano, econômico e cultural de Porto Alegre.

Os resultados ratificam a importância do Centro como polo cultural e econômico da cidade, mas também os desafios para sua revitalização. Entre alguns motivos apontados para a queda na frequência à região, estão a insegurança (33,2%), a sujeira (29,6%) e a saída de empresas e serviços (15,3%). Apesar disso, o apego afetivo permanece: 52,7% das associações espontâneas ao Centro Histórico foram positivas, destacando o Mercado Público, a história e a cultura local.

Quando questionados sobre melhorias prioritárias, os entrevistados ressaltaram a necessidade de reforço no policiamento noturno (42%), mais limpeza (32,4%) e o resgate de atividades culturais (27,6%). O levantamento mostra, ainda, que a pandemia e as enchentes de 2024 impactaram de forma significativa o movimento na região, acelerando processos de esvaziamento comercial e residencial.

Para o presidente da CDL POA, Irio Piva, a pesquisa reforça a urgência de um plano integrado para o futuro do Centro. “O Centro Histórico é o coração da cidade, um espaço que carrega memória, cultura e identidade. Revitalizá-lo é fundamental não apenas para resgatar sua vocação cultural e comercial, mas também para devolver aos porto-alegrenses o orgulho e a sensação de pertencimento a este território tão simbólico”, afirma.

A pesquisa foi realizada em parceria com a In Loco Pesquisas e ouviu 1.100 moradores de Porto Alegre entre 13 de março e 9 de abril de 2025. O questionário contou com 25 perguntas fechadas e uma aberta. O levantamento possui margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo contemplou diferentes públicos ligados ao Centro Histórico: moradores que ainda vivem na região, ex-moradores que migraram para outros bairros e frequentadores ocasionais. Além disso, a pesquisa inclui comerciantes que mantêm negócios no Centro e empreendedores que já atuaram na área, oferecendo uma visão abrangente sobre como cada grupo percebe os desafios e oportunidades da região.

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