O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio Gaúcho (ICEC-RS) atingiu 88,7 pontos, o que representou queda de 3,0% na margem e alta de 3,5% em relação a ago/25. O recuo mensal interrompeu duas altas consecutivas do indicador e refletiu a queda dos três componentes do índice, com destaque para as Condições Atuais e os Investimentos. Ainda assim, o ICEC permaneceu em patamar pessimista, abaixo da linha de neutralidade de 100 pontos.
Na abertura por porte, a queda do ICEC-RS foi observada entre as empresas com até 50 empregados, enquanto aquelas com mais de 50 empregados apresentaram alta na margem. Entre as empresas de menor porte, o indicador passou de 91,1 pontos em jul/26 para 88,2 pontos em ago/26. Já entre as empresas com mais de 50 empregados, o ICEC avançou de 110,4 para 114,6 pontos no mesmo período. Sob a óptica dos segmentos, dois dos três grupos apresentaram retração na margem, com o comércio de bens semiduráveis passando de 95,0 para 89,2 pontos, enquanto o segmento de bens duráveis recuou de 86,7 para 84,0 pontos, permanecendo como o mais pessimista entre os analisados. Em contrapartida, o comércio de bens não duráveis avançou de 101,4 para 102,6 pontos, mantendo-se como o único segmento no campo otimista.
Entre os componentes do índice, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC-RS) registrou 61,4 pontos em ago/26. Na margem, o resultado ficou 6,9% abaixo do observado em jul/26, enquanto, na comparação interanual, apresentou queda de 0,4%. O Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC-RS) atingiu 107,0 pontos, com recuo de 0,3% na margem e alta de 6,3% em relação a ago/25. Já o Índice de Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC-RS) alcançou 97,6 pontos, registrando queda de 3,5% frente a jul/26 e avanço de 2,9% na comparação interanual.
“O recuo observado em agosto mostra que o ambiente para o comércio ainda exige cautela, especialmente nas atividades mais dependentes do crédito ao consumidor. As taxas de juros e o elevado comprometimento da renda das famílias seguem limitando o consumo. Ainda assim, as expectativas em terreno positivo ajudam a sustentar a confiança e a conter uma deterioração mais acentuada do indicador.” Comentou o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn”.

