O crescimento da demanda por ferramentas de gestão baseadas em Inteligência Artificial entre empresas do Rio Grande do Sul tem aproximado o mercado gaúcho das companhias que oferecem esses serviços, atraindo novos investimentos na região. Mesmo entre Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, uma pesquisa do Sebrae RS mostrou que 87% desses empreendedores do Estado já utilizaram algum tipo de ferramenta de IA, índice superior à média nacional de 93%.
Considerando o perfil econômico das empresas de grande porte, em setores como o agronegócio, a indústria e os serviços financeiros, o Estado apresenta um polo tecnológico estruturado, em que cresce principalmente a necessidade de bases de dados organizadas e confiáveis, consideradas essenciais para que sistemas de inteligência artificial entreguem resultados precisos.
A 4MDG, empresa especializada em governança de dados mestres, foi uma das companhias que expandiram suas operações no Estado, com a abertura de uma nova filial em Porto Alegre. O projeto foi idealizado para consolidar o Rio Grande do Sul como o segundo principal mercado da companhia e tem como principal característica a redução de falhas operacionais e do tempo de preenchimento de cadastros de materiais, clientes e fornecedores, que na plataforma da empresa registra diminuição média de 75%.
SEGUNDO MERCADO
De acordo com o diretor de operações da 4MDG, Flávio Luiz Rocha Nunes de Sousa, a instalação física responde ao potencial do ecossistema regional, já que o Estado é o segundo mercado da empresa, atrás de São Paulo. “Nossos clientes no Rio Grande do Sul estão aumentando. É um hub tecnológico muito forte, tem um polo de tecnologia bastante extenso, então a gente está criando uma célula por lá, pois é essencial para o nosso crescimento”. Atualmente, a empresa contabiliza sete clientes ativos no Rio Grande do Sul e mantém negociações para a entrada de novos contratos industriais.
Sousa afirma que a tecnologia de inteligência artificial altera a estrutura de entrega dos serviços de padronização da companhia. Esse modelo substitui o formato tradicional baseado exclusivamente em equipes numerosas de digitação por um sistema automatizado de aplicação de padrões. A inteligência artificial executa a identificação de itens duplicados ou incorretos nas bases corporativas. “Ao invés de eu ter uma célula de 100 pessoas fazendo padronização, eu vou ter a inteligência artificial fazendo esse trabalho e com muito mais eficiência”.

