Venda de cimento cresce 2,3% no país durante o 1º semestre, diz sindicato

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A comercialização de cimento no Brasil acumulou alta de 2,3% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 32,9 milhões de toneladas. Apenas no mês de junho, foram vendidas 5,8 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 7,7% frente a 2025, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Na análise do despacho por dia útil (253,6 mil toneladas), há um aumento de 3,0% sobre junho do ano passado e uma retração de 0,1% em relação a maio.

O desempenho positivo do semestre foi impulsionado pelo mercado de trabalho aquecido, com o desemprego fechando o trimestre até maio em 5,6% — menor taxa para o período desde 2012 — e a população ocupada atingindo a marca histórica de 102,7 milhões de pessoas, o que sustentou a massa salarial em nível elevado.

No mercado imobiliário, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) segue como principal indutor de vendas, representando 50% dos lançamentos imobiliários no 1° trimestre do ano e registrando alta de 10% nas vendas. A entrada da classe média no programa (Faixa 4), a partir de abril, e a revisão da meta governamental para 3 milhões de moradias até o final de 2026 têm potencial para gerar um incremento de 5 milhões de toneladas no consumo de cimento.

Paralelamente, a infraestrutura tem aberto novas perspectivas de demanda com a aceleração de projetos rodoviários em pavimento rígido de concreto (whitetopping). A tecnologia se consolida como uma solução mais econômica, durável e alinhada às novas diretrizes de redução de emissões do Ministério dos Transportes.

CONFIANÇA

Diante desse panorama, as expectativas encerraram o semestre com sinais mistos. A confiança do consumidor manteve-se estável, amparada pelo emprego e por renegociações de dívidas, enquanto a confiança da indústria² avançou, refletindo a atenuação de conflitos no Oriente Médio e a acomodação internacional do petróleo. Em contrapartida, a construção civil³ registrou pessimismo, pressionada por custos, desaceleração da atividade e severa escassez de mão de obra qualificada.

“O setor encerra o primeiro semestre com um desempenho positivo. A queda do desemprego e a massa salarial em níveis históricos foram fatores importantes para essa performance. A habitação, principalmente o Programa Minha Casa, Minha Vida, aliada à aceleração dos projetos rodoviários em pavimento rígido e vias em concreto, foram preponderantes para o nosso crescimento.

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