Um ponto positivo saiu do encontro entre representante do governo Federal e dos governos do Rio Grande do Sul, mediados pela Federasul no Tá na Mesa desta quarta-feira, 8: uma reunião de emergência proposta pela entidade empresarial vai tentar aparar as arestas existentes na concessão da malha ferroviária do Sul e que reúne Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, estimada em 7 mil quilômetros. A atual concessão da empresa Rumo, que hoje faz a operação da Malha Sul, termina em 2027, mas não há garantia de que o edital de concessão seja publicado ainda este ano.
Para chegar a este caminho, que foi precedido de momentos tensos entre as partes, os representantes estaduais pediram acesso pleno aos documentos que precedem a elaboração de uma concessão pública para este modal na região. A primeira audiência pública acontece Brasília, na modalidade híbrida (presencial e virtual), em 16 de julho, Curitiba, em 27 de julho, Porto Alegre, em 29 de julho, e Florianópolis, em 31 de julho, mas que serão precedidas pelo encontro acordado nesta quarta. “Estamos há mais de dois anos tentando discutir uma proposta com o governo Federal. Agora termos cinco dias úteis para isso”, foi a avaliação ouvida entre os participantes estaduais.
Conforme o secretário nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, não descartou a possibilidade de que o encontro emergencial auxilie na elaboração de uma proposta unificada. Clóvis Magalhães, secretário de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul garantiu que a proposta de modelagem de contrato de concessão que vai ser discutida nas audiências “não atende as necessidades do estado”.

