Serasa aponta que mais de 45% da população adulta do RS está inadimplente

Foto: Crédito: Freepik

O Brasil chega ao fim do ano com 80,6 milhões de pessoas inadimplentes, a maior marca histórica do país pelo 11º mês consecutivo, segundo levantamento mais recente da Serasa. Apesar do patamar elevado, o aumento registrado em novembro representa a menor variação de crescimento de 2025, sinalizando leve desaceleração no avanço da inadimplência. De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da empresa, o último mês contabilizou 173 mil novos inadimplentes, alta de 0,22% em relação a outubro. Ao todo, o país soma 321 milhões de dívidas negativadas, que representam um volume aproximado de R$511 bilhões em débitos.

No Rio Grande do Sul, o Mapa de novembro revelou que 45,15% da população adulta está inadimplente. São mais de 4 milhões de pessoas. Juntas essas pessoas devem mais de R$28.5 bilhões, sendo que a média de dívida por pessoa é de R$ 7,1 mil. No RS 34,3% dos inadimplentes têm entre 41 e 60 anos, 32% têm entre 26 e 40 anos. A população acima dos 60 representa 22,7% e os jovens de até 25 anos são os que menos têm contas atrasadas, são 10,7%. Conforme a apuração, 50,1% dos inadimplentes são do sexo masculino. Somente em Porto Alegre são mais de 573 mil inadimplentes que juntos devem mais de R$4.4 bilhões. Entre os municípios do interior, Caxias do Sul e Canoas se destacam com mais de 160 mil inadimplentes.

Os bancos e cartões de crédito concentram a maior parte das dívidas, com 26,39%, seguidos pelas financeiras, com 18,59% e os serviços com 14,58%. Mesmo com a desaceleração no crescimento, o impacto das dívidas na vida dos brasileiros segue expressivo na virada do ano. Pesquisa da Serasa em parceria com o instituto Opinion Box mostra que 96% dos consumidores afirmam que a inadimplência impede a realização de sonhos e metas pessoais.

Os efeitos emocionais também são evidentes: 9 em cada 10 consumidores relatam que as dívidas afetam a autoestima e a confiança. Entre os sentimentos mais associados ao endividamento estão vergonha (22%), frustração (18%) e tristeza (14%). A inadimplência também compromete projetos concretos de vida. Segundo o levantamento, 31% dos consumidores deixaram de melhorar o padrão de vida (considerando moradia, lazer e outros setores), 27% não conseguiram comprar ou trocar de veículo (carro ou moto) e 23% precisaram adiar planos de comprar, alugar ou trocar de casa.

“A inadimplência não impacta apenas o orçamento, mas também o bem emocional e a capacidade de planejar o futuro”, afirma Aline Maciel, diretora da Serasa. “Quando a renda fica comprometida com dívidas, os sonhos são colocados em pausa e decisões importantes acabam sendo adiadas”.

Apesar do cenário desafiador, a regularização do nome representa um ponto de virada para milhões de brasileiros. De acordo com a pesquisa, 82% dos consumidores se sentem mais otimistas em relação ao futuro financeiro após limpar o nome. Para 24%, voltar a ter acesso ao crédito é o principal sonho depois da negociação. Entre quem já regularizou a situação, 20% afirmam que a primeira atitude foi retomar o acesso a serviços financeiros (conta corrente e cartão de crédito, por exemplo).

“Limpar o nome é um passo essencial para reconstruir a vida financeira, mas precisa vir acompanhado de planejamento. A renegociação permite reorganizar o orçamento, entender limites e criar uma relação mais saudável com o crédito”, orienta Aline. Com os últimos dias do Feirão Serasa Limpa Nome, os consumidores ainda têm a oportunidade de negociar dívidas com condições especiais e iniciar o próximo ano com mais tranquilidade financeira. As mais de 698 milhões de ofertas, com descontos de até 99%, estão disponíveis até 23h59 desta sexta-feira, 19

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