Produção industrial gaúcha sobe 11% em março e ganha destaque no setor, diz IBGE

Foto: Crédito: Rodrigo Felix Leal/Arquivo AEN

De fevereiro para março, a variação positiva de 0,1% na produção industrial do país, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por 11 dos 15 locais pesquisados. As maiores altas foram do Pará (4,5%), Mato Grosso (3,6%), Goiás (3,6%) e Espírito Santo (3,5%), acompanhados por Amazonas (2,5%), Rio de Janeiro (2,5%), Região Nordeste (1,7%), Paraná (1,2%), Rio Grande do Sul (1,0%), Bahia (1,0%) e Santa Catarina (0,8%). No entanto, ainda na série com ajuste sazonal, a atividade industrial mostrou taxas negativas em quatro unidades da federação: Pernambuco (-1,9%), Minas Gerais (-1,4%), Ceará (-1,3%) e São Paulo (-0,2%). Isto contribuiu para a virtual estabilidade da indústria nacional (0,1%) em março. São informações da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, do IBGE.

Bernardo Almeida, analista da pesquisa, observa que, “no campo positivo, a indústria do Rio de Janeiro se destaca como principal influência, acumulando crescimento de 2,9% em dois meses consecutivos e tendo o setor extrativo como contribuição a esse movimento. Já no campo negativo, embora tenha demonstrado variação negativa de 0,2%, São Paulo se destaca como principal influência, com seus aproximados 33% de concentração da indústria nacional. Após dois meses de resultados positivos, período em que acumulou expansão de 4,6%, o comportamento negativo da indústria paulista teve como influência o setor de bebidas. Vale ressaltar que, com esse resultado, a indústria de São Paulo se encontra 0,4% abaixo do patamar pré-pandemia, fixado em fevereiro de 2020, e 22,0% abaixo do seu patamar mais alto, alcançado em março de 2011.”

MELHORA NO RS

Frente a igual mês do ano anterior, a alta de 4,3% na produção industrial nacional em março de 2026 foi acompanhada por quinze dos dezoito locais pesquisados. Nessa comparação, as maiores altas da indústria ocorreram em Pernambuco (35,0%), Espírito Santo (22,5%), Mato Grosso do Sul (12,3%) e Rio Grande do Sul (11,0%). Em Pernambuco, a alta foi puxada, principalmente, pelos setores de derivados do petróleo e biocombustíveis, de veículos automotores e autopeças e de produtos químicos. No Espírito Santo, o dinamismo veio das indústrias extrativas. Em Mato Grosso, puxaram a alta os produtos alimentícios e os derivados do petróleo e biocombustíveis (álcool etílico). No Rio Grane do Sul, os produtos alimentícios, bebidas (vinhos, águas minerais e refrigerantes), veículos automotores, (automóveis, reboques e semirreboques e carrocerias para ônibus) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (gasolina automotiva e óleo diesel) foram os destaques.

Já o Maranhão (-12,7%) mostrou o recuo mais intenso na atividade industrial, ainda em relação a março de 2025. A queda foi puxada pelas atividades de celulose e produtos de papel e pelos produtos alimentícios. Bernardo Almeida observa que “o efeito-calendário em março de 2026 nos ajuda a explicar as magnitudes significativas das maiores taxas positivas nessa comparação, pois março de 2026 teve três dias úteis a mais que o mesmo mês do ano anterior (19 dias úteis).”

Enquanto a indústria nacional acumulou alta de 1,3% em 2026, frente a igual período do ano anterior, nove dos dezoito locais pesquisados estão com acumulados positivos no ano. Pernambuco (29,6%), Espírito Santo (22,6%) e Mato Grosso do Sul (10,3%) lideram nesses índices acumulados do ano. O analista observa que “as indústrias de Pernambuco e Mato Grosso do Sul tiveram como um dos destaques o setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com aumento na produção de óleo diesel no primeiro local e de álcool etílico no segundo. No Espírito Santo, as indústrias extrativas puxaram o setor, com aumento, principalmente, na produção de óleos brutos de petróleo”.

Ainda frente ao mesmo mês de 2025, as indústrias do Rio de Janeiro (6,3%), Mato Grosso (5,3%), Região Nordeste (3,3%), Rio Grande do Sul (2,2%), Pará (1,7%) e Minas Gerais (1,1%) também registraram índice acumulado no ano positivo. Já o Rio Grande do Norte (-19,2%) acumulou o recuo mais intenso no ano, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel). Outras unidades da federação com índices acumulados no ano negativos foram Bahia (-6,5%), Ceará (-5,7%), Santa Catarina (-4,0%), Maranhão (-3,4%), Amazonas (-3,2%), Paraná (-1,9%), São Paulo (-1,0%) e Goiás (-0,6%).

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