O cenário dos investimentos no Rio Grande do Sul chega a 2026 consolidando uma transformação iniciada nos últimos anos. Dados recentes da B3 confirmam a tendência: o estado gaúcho saltou de 71,5 mil investidoras em 2024 para 84,4 mil nos primeiros meses de 2026, um salto de 18% que evidencia o protagonismo das mulheres na gestão do patrimônio familiar.
No centro dessa evolução está Natália Pinto, que atua na XP em Porto Alegre. Com uma trajetória de mais de duas décadas no setor, Natália utiliza sua experiência para traçar um paralelo entre a presença feminina no mercado financeiro e a responsabilidade de educar a próxima geração de investidores dentro de casa.
Mãe de dois filhos, ela faz um paralelo entre a carreira no mercado financeiro e a maternidade, situações que demandam consistência e uma visão orientada a longo prazo. “No Rio Grande do Sul, é cada vez mais evidente a presença de mulheres em posições estratégicas, contribuindo com uma abordagem mais ampla sobre relacionamento e geração de valor. É essa perspectiva que também transmito aos meus filhos: o dinheiro como instrumento de autonomia e segurança”, afirma Natália. O líder regional da XP no Sul, Renato Sarreta, também observa esse avanço no perfil do mercado. “As mulheres estão cada vez mais presentes: investem, orientam e contribuem para que o setor se torne progressivamente mais representativo”, diz.
Na perspectiva de Natália como mãe e especialista, a educação financeira infantil não é apenas sobre números, mas sobre a formação de hábitos. Em um mundo cada vez mais digitalizado em 2026, ela reforça que o diálogo deve começar cedo, transformando o cotidiano em aprendizado. “Penso que ensinar os meus filhos sobre dinheiro desde cedo é um dos maiores presentes que posso oferecer para eles. Mais do que aprender a reservar recursos e gastar, eles passam a desenvolver uma relação saudável com o dinheiro, que os acompanhará pela vida toda”, confidencia.
Natália ainda reforça que, dentro de casa, é possível introduzir a educação financeira para as crianças de diferentes idades através de brincadeiras lúdicas, jogos, reservar valores da mesada para pequenos objetivos e desejos deles, são alguns exemplos praticados por ela.
Segundo Renato Sarreta, a mesada é apontada como uma ferramenta prática essencial para que as crianças e adolescentes criem responsabilidade sobre suas finanças desde cedo. “Ela oferece à criança a autonomia para errar com pequenas quantias agora, evitando equívocos graves na vida adulta. O papel dos responsáveis é acompanhar essas escolhas sem julgamento, ensinando a dividir o valor entre gastar, economizar e doar”, explica.

