Inflação de automóveis usados cresce 0,35% em outubro, aponta indicador

O IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação de preços de automóveis leves usados no país, registrou inflação de 0,35% em outubro, ante 0,30% em setembro, indicando uma leve aceleração no ritmo de alta dos preços. No acumulado de 12 meses, o indicador aponta alta de 5,70%, sinalizando que o mercado de usados segue aquecido mesmo diante da desaceleração gradual da economia e do recuo de preços dos veículos novos.

De acordo com Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV, “o IBV Auto de outubro reflete um mercado que se mantém aquecido e resiliente. Os preços em 12 meses seguem crescendo em um ritmo superior ao IPCA e representam um sinal importante para a política monetária de que o arrefecimento da atividade e dos preços tende a ser lenta e gradual”.

Jamil Ganan, diretor de Negócios de Varejo do banco BV, destaca que “o apetite do mercado segue surpreendendo positivamente, com preços de usados ainda em alta moderada mesmo após os preços de novos terem cedido com a política do IPI Verde. Na verdade, a queda nos preços de novos mostrou pouco impacto nos valores dos usados, já que este é um mercado com volume muito maior de transações e com uma oferta cujo espectro de valores é mais amplo”.

DESTAQUES REGIONAIS

As maiores contribuições para a alta do índice em outubro vieram de modelos como Fiat Palio (+1,26%), VW Gol (+0,97%) e Jeep Compass (+0,93%). Já o Ford Fiesta (-1,99%), o GM Onix Plus (-0,79%) e o VW Fox (-0,75%) foram os que registraram as maiores quedas no período.

A região Centro-Oeste apresentou a maior variação mensal, com inflação de 0,58%. Entre os estados, o Pará foi a unidade federativa que registrou maior inflação (+1,29%), bem acima da média nacional. O Rio Grande do Sul foi o único estado a apresentar deflação (-0,46%). No acumulado em 12 meses, o Rio de Janeiro se destaca com alta de 6,90% nos preços dos automóveis usados.

Os veículos elétricos de 2022 acumulam desvalorização de 44,7% até outubro de 2025, reflexo direto da queda nos preços dos modelos novos. Os híbridos lançados no mesmo ano registram queda de 20%, enquanto os a combustão apresentam desvalorização média de 13% em relação ao valor pago quando zero-quilômetro. Nos modelos de 2021, os percentuais são menores porque esses veículos chegaram a se valorizar no período pós-pandemia, antes de iniciarem o movimento de queda de preços. Assim, a desvalorização acumulada até outubro deste ano é de 17,9% para os híbridos e 7% para os modelos a combustão.

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