Os dados do Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostram que, à exceção da classe de renda alta, todos os demais segmentos pesquisados registraram aceleração inflacionária em relação a fevereiro. Enquanto a inflação das famílias de renda muito baixa passou de 0,50% em fevereiro para 0,85% em março, a taxa observada no segmento de renda alta recuou de 1,15% para 0,85% no mesmo período. Se, por um lado, a alta mais intensa dos alimentos no domicílio contribuiu para a aceleração da inflação em março, especialmente entre as classes de rendas mais baixas, por outro, o fim do impacto do reajuste das mensalidades escolares, ocorrido em fevereiro, explica o arrefecimento da inflação da faixa de renda alta, mesmo em um contexto de aumento de preços de combustíveis.
Com a incorporação do resultado de março, no primeiro trimestre do ano, a classe de renda muito baixa é a que apresenta a menor taxa de inflação (1,67%), enquanto a taxa mais elevada é apontada pela faixa de renda alta (2,19%). De modo semelhante, no acumulado em doze meses, as famílias de renda mais baixa seguem registrando a menor variação (3,50%), ao passo que o segmento de renda alta apresenta a maior taxa (4,85%).


