O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) apresentou variação de 0,30% em setembro, percentagem que representou a segunda menor no ano. A taxa ficou 0,14 ponto percentual abaixo daquela apresentada em agosto (0,44%). O acumulado dos últimos doze meses foi de 6,81%, resultado abaixo do mesmo período imediatamente anterior, quando o índice representou 7,03%. Em setembro de 2025, esse número havia sido de 0,50%.
O custo nacional por metro quadrado da construção, que em agosto esteve em R$ 1.993,76, passou para R$ 1.999,73 em setembro. Desse total, R$ 1.127,17 foram relativos aos materiais e R$ 872,56 à mão de obra.
A parcela dos materiais também apresentou desaceleração. A taxa teve uma variação de 0,28% para o mês, ficando 0,07 ponto percentual abaixo da de agosto (0,35%). Quando se compara com o mesmo período do ano passado, nota-se que os materiais haviam registrado uma alta de 0,38% em setembro – número que representa 0,10 ponto percentual acima do mesmo mês do ano corrente.
O índice registrou variação de 0,33% no que se refere à mão de obra, com apenas dois coletivos firmados no período apresentando queda tanto em relação ao mês anterior (0,55%), quanto em relação a setembro do ano passado (0,65%): 0,22 e 0,32 pontos percentuais, respectivamente.
O terceiro trimestre do ano apresentou resultado de 4,54% para materiais e 7,31% para mão de obra. Já os acumulados em doze meses ficaram em 5,54% (materiais) e 8,53% (mão de obra), respectivamente.
Região Sul tem a menor variação
Registrando alta em todos os estados e influenciada pelo reajuste observado nas categorias profissionais do Mato Grosso, a Região Centro-Oeste ficou com a maior variação regional em setembro, quando o índice registrou 1,34%. As demais regiões apresentaram resultados mais discretos, com a Região Sul registrando o menor número entre elas (0,07%). O número foi seguido por Norte (0,16%), Sudeste (0,14%) e Nordeste (0,32%).
Com reajuste nas categorias profissionais firmado em acordo coletivo, o estado do Mato Grosso registrou a maior variação mensal em setembro, 3,34%. Logo em seguida, aparecem Alagoas (1,84%), Goiás (0,72%) e Roraima (0,61%).

