O avanço da inteligência artificial na prevenção a fraudes, a necessidade de equilibrar segurança e experiência do consumidor e os desafios da gestão de riscos no ambiente digital estiveram no centro das discussões do Fraud Executive Summit – Edição Rio Grande do Sul, realizado nesta semana, no Centro de Eventos da CDL Porto Alegre. Tradicionalmente realizado em São Paulo, o encontro chegou pela primeira vez ao Rio Grande do Sul, por meio de uma parceria entre a CDL Porto Alegre e a Equifax BoaVista, aproximando especialmente pequenos e médios empresários das tecnologias mais avançadas, tendências e soluções para a prevenção a fraudes.
Na abertura, o presidente da CDL Porto Alegre, Carlos Klein, destacou que a transformação digital ampliou as oportunidades de negócios, mas também trouxe riscos que exigem permanente capacidade de adaptação das empresas. Para ele, a realização do Summit representa uma oportunidade de aproximar o mercado gaúcho de conhecimentos, tecnologias e soluções que estão transformando a prevenção a fraudes. “Discutir prevenção a fraudes não é tratar apenas de segurança. É falar de confiança, continuidade dos negócios, experiência do consumidor e proteção das empresas”, afirmou.
A vice-presidente Comercial PME da Equifax BoaVista, Aline Pereira, apresentou a atuação da companhia no desenvolvimento de soluções baseadas em dados, inteligência artificial e análise de comportamento. Entre os exemplos abordados, estiveram ferramentas de avaliação de crédito, identificação de riscos e recuperação de valores, demonstrando como a tecnologia pode apoiar decisões empresariais mais rápidas e precisas. A executiva também destacou a importância da inovação contínua diante da sofisticação dos golpes e da necessidade de as empresas acompanharem a velocidade dessas transformações.
SOLUÇÕES
Entre as soluções apresentadas, esteve o Smart Review, que utiliza agentes de inteligência artificial para analisar transações suspeitas antes de encaminhar os casos mais complexos à avaliação humana. A tecnologia busca reduzir o tempo de resposta e os custos operacionais, evitando que procedimentos de segurança provoquem atrasos desnecessários ou impeçam compras legítimas. Juliano também ressaltou a importância da governança, da transparência e da supervisão humana no uso dessas ferramentas.
A relação entre digitalização, confiança e comportamento de consumo foi abordada pelo economista-chefe da CDL Porto Alegre, Oscar Frank, que apresentou a pesquisa inédita “Fraudes digitais: O impacto no consumidor”. O levantamento revelou que 66,2% dos porto-alegrenses já foram vítimas de fraude digital ou conhecem alguém próximo que passou pela situação. Além disso, 54,7% afirmam deixar de realizar atividades como compras on-line, uso de aplicativos e transferências por medo de golpes.
Oscar contextualizou os resultados com indicadores da expansão do comércio eletrônico brasileiro, cujo faturamento alcançou R$ 295,6 bilhões em 2025, crescimento de 19,5% em relação ao ano anterior. A apresentação mostrou que, à medida que o ambiente digital ganha participação na economia, a segurança e a confiança se tornam ainda mais relevantes para a continuidade das relações de consumo. Outro dado destacado foi que 74,8% dos entrevistados recorrem a plataformas de reclamações e avaliações de consumidores para buscar informações e se proteger de fraudes, inclusive antes de comprar em uma loja desconhecida.

