O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,62% em julho, abaixo da taxa de variação de 0,85% observada no mês anterior. A tendência de aumento nos custos do setor de construção é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 6,40%. Esse resultado representa uma desaceleração em comparação com julho de 2025, quando o índice acumulava alta de 7,43% no mesmo período. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
O grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,40% em julho, após alta de 0,80% no mês anterior. A taxa de variação da categoria de Materiais e Equipamentos passou de 0,86% em junho para 0,42% em julho. Esse movimento reflete uma tendência de arrefecimento nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, todos os subgrupos que compõem essa categoria exibiram alta menos intensa em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo “materiais para estrutura“, que passou de 0,73% para 0,26%.
No âmbito do grupo de Serviços, observou-se uma desaceleração em sua taxa de variação, que passou de 0,28% em junho para 0,25% em julho. Esse movimento foi reflexo do item “projetos“, cuja taxa passou de 0,33% para 0,22%. A variação do índice de Mão de Obra foi de 0,93% em julho, marcando um avanço quando comparada ao valor de 0,91% observado em junho.
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) apresentou desaceleração em cinco das sete capitais que compõem o índice no mês de julho: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Em contraste, Salvador e Recife apresentaram aceleração em suas taxas de variação, refletindo um aumento nos custos de construção nessas localidades.

