O Ibovespa B3 que começou a semana em estabilidade na espera da decisão do Copom, teve dois dias negativos de pregão com foco nos juros. Nesta sexta-feira, 7, a principal referência do mercado acionário brasileiro recuou 1,73%, aos 172.513,42 pontos. Na semana a perda foi de -3,08%. O principal foco do dia, após repercutir os juros no Brasil, veio do exterior, com o Payroll dos Estados Unidos, relatório sobre o mercado de trabalho que o banco central norte-americano mais gosta de usar para política monetária.
Os dados apontaram o fechamento de 23 mil vagas de trabalho nos EUA e a revisão de dados dos meses anteriores, que também mostrou menos vagas de emprego do que as anunciadas anteriormente. Assim, os investidores viram um mercado de trabalho menos aquecido do que o esperado, o que diminui a pressão sobre alta de juros.
Além disso, no cenário local, os investidores avaliaram o balanço da Petrobras. A empresa teve lucro líquido de R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no segundo trimestre de 2026, 97% a mais em comparação ao mesmo período de 2025. Esse é um dos maiores resultados trimestrais da série histórica.
“O balanço de Petrobras foi bom, mas o discurso do CFO sobre não haver dividendos extraordinários não ajudou o ativo a segurar a boa alta com que abriu hoje. Somados, ainda temos os dados do payroll que vieram abaixo do esperado, o que limita o apetite dos investidores estrangeiros por mercados emergentes”, Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital”.
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 176.116,84 pontos na máxima intradiária e 172.131,20 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 20,9 bilhões. Com a curva de juros mais amena, a moeda norte-americana perdeu força ante o real. No fim do dia, o dólar comercial cedeu 0,47%, a R$ 5,18.
(*) com B3

