Startups, fornecedores, hospitais, clínicas, investidores e outros representantes da cadeia da saúde estarão reunidos, de hoje até 24 de setembro, no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre, para a quarta edição da Health Meeting Brasil. Com expectativa de 25 mil participantes, dezenas de startups e centenas de marcas, o evento terá participação do Sebrae RS em diferentes frentes, incluindo a presença de mais de 30 empresas apoiadas pela entidade, sessões de negócios e curadoria de conteúdo sobre inovação, empreendedorismo e longevidade.
A atuação ocorre em um momento de expansão da feira e de amadurecimento do ecossistema de saúde no Rio Grande do Sul. Para Ana Paula Rezende, especialista em Estratégia e Competitividade de Empresas do Sebrae RS, a aproximação entre os diferentes segmentos é um dos reflexos desse movimento. “O Sebrae RS apoia a Health Meeting porque reconhece o evento como uma importante plataforma de conexão, negócios e inovação para a cadeia da saúde e bem-estar no Estado. Chegar à quarta edição acompanhando o crescimento da feira demonstra a nossa confiança na iniciativa e, principalmente, no potencial do ecossistema gaúcho de saúde”, afirma.
Segundo Ana Paula, a participação envolve aproximar micro e pequenas empresas de organizações que integram diferentes pontos da cadeia, como hospitais, grandes empresas, universidades e investidores: “Nosso papel é aproximar MPEs e startups de hospitais, grandes empresas, universidades, investidores e outros parceiros estratégicos, fortalecendo uma rede capaz de gerar negócios e desenvolvimento para toda a cadeia da saúde”.
Entre as iniciativas está a presença de 17 startups apoiadas pelo Programa Startups HealthTechs. Elas estarão em um espaço localizado próximo à Arena de Inovação e ao Espaço Coletivo do Sebrae, onde poderão apresentar seus produtos e serviços a representantes do setor. A presença de empresas fornecedoras completa o conjunto de mais de 30 negócios apoiados pela entidade no evento.
OPORTUNIDADE
De acordo com a especialista, a exposição cria uma oportunidade para que as startups testem suas soluções diante de potenciais clientes e parceiros. “A startup consegue apresentar o que desenvolveu, entender as necessidades dos potenciais clientes, gerar conexões e identificar oportunidades de parceria, validação e contratação. É uma forma de transformar inovação em conversa de negócio e, a partir daí, em oportunidades concretas”, explica.
A presença dos pequenos negócios também está relacionada a uma mudança na forma como essas empresas podem participar da cadeia da saúde. Na avaliação de Ana Paula, a inovação desenvolvida por negócios menores tem encontrado espaço junto a organizações de maior porte. “Para as micro e pequenas empresas, esse momento é uma virada de chave. Elas deixam de ser vistas como prestadoras e passam a ser parceiras estratégicas de hospitais, clínicas e grandes players, porque são elas que trazem a agilidade e a inovação que o setor precisa. O crescimento da HM é um termômetro; mostra que o mercado está pronto para comprar inovação de quem é pequeno, desde que essa empresa esteja preparada para negociar, se posicionar e escalar”, observa.
Além dos espaços de exposição, serão realizadas Sessões de Negócios diariamente, a partir das 14h30. A iniciativa coloca MPEs e startups em contato com compradores e tomadores de decisão da cadeia da saúde, como hospitais, ILPIs e heads de inovação.

