Dados do IPC Maps, especializado em potencial de consumo brasileiro, revelam que as despesas das famílias brasileiras no varejo deverão atingir cerca de R$ 568,6 bilhões ao longo deste 2026, o que representa um acréscimo de 6,9% em comparação ao ano passado. No Rio Grande do Sul, este valor supera os R$ 38,2 bilhões, alta de 4% sobre 2025.
No topo desse consumo, a categoria de vestuário confeccionado responderá sozinha por R$ 194,4 bilhões, seguida por mobiliários e artigos do lar, com R$ 121,5 bilhões. Próximo desse valor, está o setor de eletroeletrônicos e seus R$ 118,1 bilhões. Enquanto isso, os desembolsos com calçados representam R$ 78 bilhões; artigos de limpeza R$ 42,7 bilhões; e, finalmente, joias, bijuterias e armarinhos somam quase R$ 14 bilhões.
No ranking nacional, as primeiras posições são ocupadas pelos estados de São Paulo (R$ 150,5 bilhões), Minas Gerais (R$ 60,2 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 41 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 38,2 bilhões) e Paraná (R$ 37,5 bilhões). No mesmo ritmo, está a abertura de novos comércios, cuja alta foi de 6,7%, entre abril de 2025 e abril de 2026. O levantamento aponta que mais de 377 mil empresas atacadistas e varejistas foram criadas no período, totalizando atualmente 5,9 milhões de estabelecimentos no Brasil.
O comportamento no Rio Grande do Sul aponta que as classes C (R$ 15,6 bilhões) e B (14,9 bilhões) lideram o desempenho das despesas por classe social. O vestuário confeccionado foi o destaque da projeção, sendo as classes B (R$ 5,40 bilhões) e classe C (R$ 4,33 bilhões) aquelas com melhor desempenho. Entretanto, a alta de 14% no desempenho de vendas com eletroeletrônicos na classe C foram os maiores no levantamento.

