Em junho de 2026, a produção industrial nacional mostrou queda de 1,8% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, com doze dos quinze locais pesquisados registrando resultados negativos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 11, pelo IBGE. O Amazonas (-11,3%) registrou o recuo mais acentuado do mês, com redução de dois dígitos. O resultado foi pressionado, em grande parte, pela maior ocorrência de férias coletivas em várias unidades produtivas de diferentes setores.
Por outro lado, Rio Grande do Sul (3,7%) registrou a expansão mais elevada neste mês e eliminou a perda de 3,5% acumulada nos meses de maio e abril de 2026. Bahia (2,7%) e Mato Grosso (1,6%) também mostraram resultados positivos no mês.
Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria mostrou queda de 0,5% no trimestre encerrado em junho de 2026 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em janeiro de 2026. Em relação ao movimento deste índice, nove dos quinze locais pesquisados apontaram taxas negativas neste mês, com destaque para os recuos mais acentuados registrados por Amazonas (-3,8%), Pará (-2,8%) e Mato Grosso (-2,3%). Por outro lado, Ceará (0,8%), Paraná (0,4%) e Santa Catarina (0,2%) assinalaram os avanços em junho de 2026.
Frente a junho de 2025
O setor industrial avançou 1,7% em junho de 2026, com oito dos 18 locais pesquisados apresentando expansão na produção. Vale citar que junho de 2026 (21 dias) teve um dia útil a mais que igual mês do ano anterior (20). Espírito Santo (12,2%) e Rio Grande do Sul (10,5%) assinalaram expansões de dois dígitos e as mais acentuadas neste mês, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo observado nas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no primeiro local; e de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, carrocerias para ônibus, reboques e semirreboques e autopeças), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (gasolina automotiva, óleo diesel, óleos combustíveis e gás liquefeito de petróleo), produtos alimentícios (sucos concentrados de frutas – exceto de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas, carnes de suínos e de bovinos frescas e refrigeradas, rações, tortas, bagaços e farelos da extração do óleo de soja e produtos embutidos ou de salamaria e outras preparações de carnes de suínos) e produtos de metal (partes, peças e acessórios para armas de fogo, guarnições, ferragens e artefatos semelhantes para móveis, facas de mesa, artefatos de alumínio de uso doméstico e construções pré-fabricadas de metal), no segundo.
No índice acumulado para janeiro-junho de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial assinalou avanço de 1,5%, com resultados positivos em oito dos dezoito locais pesquisados. Espírito Santo (20,2%) e Pernambuco (10,9%) assinalaram avanços de dois dígitos e os mais acentuados neste índice. Rio de Janeiro (7,5%), Mato Grosso do Sul (4,5%), Mato Grosso (4,1%), Rio Grande do Sul (3,6%) e Goiás (1,8%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,5%), enquanto Minas Gerais (0,6%) completou o conjunto de locais com crescimento na produção no índice acumulado no ano.
No confronto do resultado do primeiro trimestre do ano com o do período abril-junho de 2026, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, nove dos dezoito locais pesquisados mostraram ganho de dinamismo, acompanhando, assim, o movimento observado no total nacional, que passou de 1,4% para 1,5%. Em termos regionais, Rio Grande do Norte (de -19,2% para -6,7%), Ceará (de -5,7% para -0,4%), Goiás (de -0,7% para 3,8%), Santa Catarina (de –3,8% para 0,3%), Paraná (de -2,2% para 0,9%) e Bahia (de -6,4% para -3,4%) apontaram os ganhos mais acentuados.
Por outro lado, Pernambuco (de 29,7% para -3,5%), Mato Grosso do Sul (de 9,5% para 0,1%), Pará (de 1,5% para -4,4%), Região Nordeste (de 2,6% para -2,9%), Espírito Santo (de 22,7% para 18,0%) e Maranhão (de -4,2% para -8,5%) assinalaram as principais perdas entre os dois períodos.
A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,7% em junho de 2026, permaneceu com resultado positivo e registrou ligeiro ganho de ritmo frente ao índice de maio de 2026 (0,4%). Em termos regionais, sete dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em junho de 2026 e sete apontaram maior dinamismo frente aos índices de maio último.
Mato Grosso do Sul (de -8,5% para -6,1%), Rio Grande do Norte (de -11,4% para -9,4%), Mato Grosso (de -4,4% para -2,9%) e Rio Grande do Sul (de 1,8% para 3,0%) assinalaram os ganhos mais acentuados entre maio e junho de 2026, enquanto Amazonas (de -0,8% para -2,1%), Pernambuco (de 7,5% para 6,4%), Região Nordeste (de 0,9% para 0,2%) e Espírito Santo (de 20,6% para 20,1%) mostraram as principais perdas entre os dois períodos.

