Emprego formal avança e chega a 62,2 milhões de vínculos no país

Foto: Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

O estoque de vínculos formais de trabalho no Brasil alcançou 62,2 milhões em fevereiro de 2026, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais Mensalizada divulgados nesta quarta-feira, 24, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número representa aumento de 2,17 milhões de vínculos em relação a fevereiro de 2025, crescimento de 3,6%. Os dados da RAIS Mensal de janeiro e fevereiro estão disponíveis no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), no site do MTE.

“Um dado que chama a atenção é o crescimento do emprego para mulheres e, principalmente, para jovens. A RAIS mostra que a grande maioria dos empregos gerados está sendo preenchida por jovens de 18 a 24 anos, contrariando a percepção de que a juventude não demonstra interesse por emprego formal”, ressaltou o ministro Luiz Marinho

Em fevereiro de 2026, a RAIS Mensal registrou 62,2 milhões de vínculos formais ativos. Foram 47,97 milhões de vínculos celetistas e 13,82 milhões de vínculos de agentes públicos, estatutários e pessoas contratadas com contrato por tempo determinado ou em cargo exclusivo em comissão. Em relação a fevereiro de 2025, houve aumento de 2,17 milhões de vínculos, crescimento de 3,6%, sendo 1,041 milhão de novos vínculos celetistas (2,22%) e 1,091 milhão de vínculos públicos (8,58%).

No acumulado dos meses de janeiro e fevereiro, o acréscimo foi de 1,4 milhão de vínculos, aumento de 2,3% em relação a dezembro de 2025. Por tipo de vínculo, os maiores crescimentos em fevereiro foram registrados entre os agentes públicos, que cresceram 7,81%, passando de 12.815.477 vínculos em dezembro de 2025 para 13.816.823 em fevereiro de 2026. Dos 1,001 milhão de postos de trabalho no período, 886.877 são contratações por tempo determinado realizadas entre janeiro e fevereiro de 2026..

Entre os celetistas (empregados e trabalhadores temporários, excetuando trabalhadores domésticos), verificou-se ampliação discreta de 0,81%, com o estoque passando de 47.590.217 em dezembro de 2025 para 47.974.321 em fevereiro de 2026. Em termos absolutos, o maior crescimento foi verificado entre os celetistas com contrato por tempo indeterminado. Já em termos relativos, destacaram-se as contratações de trabalhadores rurais por pequeno prazo (Lei nº 11.718/2008) e de trabalhadores por contrato a termo firmado nos termos da Lei nº 9.601/1998), o que reflete as características sazonais da safra.

Dados regionais

Considerando o crescimento regionalizado, os maiores aumentos nos estoques de empregados foram registrados nas regiões Norte (4,16%), Nordeste (3,27%) e Centro-Oeste (2,70%). Nas regiões Sul (2,10%) e Sudeste (1,62%), o crescimento ficou abaixo da média nacional, que foi de 2,29%. Em valores absolutos, houve aumento de 1.394.633 empregos no acumulado de 2026, com maiores ampliações registradas em Minas Gerais (271.248) e São Paulo (148.483).

Segundo o tipo de jornada semanal de trabalho, os dados de fevereiro de 2026 mostram que 37,11 milhões de empregados estavam trabalhando 41 horas semanais. Outros 9,24 milhões cumpriam jornadas entre 31 e 40 horas semanais; 2,16 milhões entre 21 e 30 horas semanais; e 1,81 milhão trabalhavam até 20 horas semanais.

Já entre janeiro e dezembro de 2025, a massa salarial mensal passou de R$ 235,71 bilhões para R$ 240,69 bilhões, um aumento de 2,1%, aproximadamente R$ 4,98 bilhões. O setor de Serviços respondeu pela maior parcela da massa salarial, alcançando cerca de R$ 155,0 bilhões em dezembro de 2025, com remuneração média de aproximadamente R$ 4.986. A remuneração média mensal, por sua vez, recuou de R$ 4.415,09 em janeiro para R$ 4.369,02 em dezembro, redução de 1,0%.

Em fevereiro, considerando a remuneração média de fevereiro a dezembro, subiu de R$ 4.208,58 para R$ 4.369,02, crescimento de 3,8%. Entre janeiro e dezembro de 2025, a remuneração média dos homens passou de R$ 4.485,32 para R$ 4.676,73, enquanto a das mulheres passou de R$ 3.983,15 para R$ 4.107,31. Os dados por sexo também mostram que a massa salarial das mulheres cresceu 4,1% entre janeiro e dezembro, acima da variação observada entre os homens, que foi de 0,8%.

(*) com R7

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Acordo entre EUA e Irã derruba preços dos combustíveis no Brasil, aponta Ticket Log
Promoção do Banrisul entrega bicho de pelúcia na compra de seguros de vida e capitalização
Emprego formal avança e chega a 62,2 milhões de vínculos no país
Estação Sapatão: De posto de combustíveis a marca de experiência
Pela primeira vez em quatro meses, construção projeta novos empreendimentos e serviços, mostra CNI
CMPC Celulose confirma construção de terminal portuário em Rio Grande ainda este ano
TIM inaugura em Canoas a maior operação com foco em PMEs do RS
Enquanto a Copa rola no telão, o São João chega à mesa do UM Bar&Cozinha
Miolo conquista três Grande Ouro e um Ouro no 13º Brazil Wine Challenge