O debate presidencial realizado pela rede Bandeirantes no ultimo domingo foi o foco central da Reunião Almoço realizada pelo SINDUSCON-RS, nesta segunda-feira, 19, na sede da entidade com Caio Coppolla, comentarista de economia e política.
Falando para empresários da construção civil, Collolla debateu o “Brasil em 2026: onde estamos e o que vem a seguir”. Para ele, o encontro pode ser analisado pela forma e pelo conteúdo.
“É ponto pacífico que o conteúdo foi muito prejudicado por acusações mútuas, pela superficialidade na abordagem dos temas diversos, mas a forma também é importante. Imagino, do ponto de vista de um eleitor indeciso ou de um eleitor despolitizado, houve fatos a serem avaliados”, diz.
Para ele, em linhas gerais, existem duas propostas na mesa. De um lado, você tem o campo governista, representado, obviamente, pelo presidente da República, se referindo ao superávit como, “uma babaquice”
“E, do outro lado, você tem a proposta de um ajuste fiscal que já tem, inclusive, valor de R$ 250 bilhões entre receitas e corte de despesas, mas, principalmente, contando também com o humor do mercado. No caso de uma vitória da oposição, tenderia, naturalmente, a baixar a curva de juros futuros, como, de fato, aconteceu após o resultado do primeiro turno”, comentou..
Coppolla crê que o mercado olha com bons olhos a mudança no governo. “A gente teve R$ 400 bilhões de valorização nas empresas listadas na Bolsa, R$ 10 bilhões de recursos estrangeiros entrando no mercado nacional, mais de 200 mil pontos, todas essas são marcas recordes”, lembra.

