Confiança do industrial gaúcho sobe em maio, aponta FIERGS

Foto: Crédidto: Divulgação

Após três meses de quedas consecutivas, a confiança do empresário industrial gaúcho voltou a subir em maio. O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (Icei-RS) avançou 4,1 pontos em relação a abril e atingiu 45,9 pontos, mas permaneceu abaixo da linha dos 50 pontos, patamar que indica falta de confiança, conforme levantamento divulgado pelo Sistema FIERGS, nesta quarta-feira, 20. A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 13 de maio com 129 empresas, sendo 30 pequenas, 43 médias e 56 grandes.

Para o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, a recuperação parcial reflete o avanço da atividade industrial em fevereiro e março, embora o cenário ainda exija cautela. “A percepção de uma melhora parcial da atividade contribuiu para o início de uma retomada da confiança e para expectativas menos negativas. Ainda assim, alguns fatores impedem uma recuperação mais consistente, como juros elevados, incertezas no cenário político e eleitoral e as recentes decisões do governo de dar fim às taxas da blusinha, o que compromete nossa competitividade”, ponderou. Bier também destacou que os conflitos no Oriente Médio pressionam os preços do petróleo e dos insumos industriais, ampliando os custos do setor.

Entre os componentes que influenciaram o aumento do indicador, o Índice de Condições Atuais passou de 37,6 pontos em abril para 40,6 pontos em maio, interrompendo também uma sequência de três quedas consecutivas. O subcomponente Índice de Condições da Economia Brasileira aumentou 3,4 pontos em relação a abril, passando de 29,9 para 33,3 pontos. Apesar da melhora, o resultado ainda evidencia percepção predominantemente negativa sobre o ambiente econômico nacional: 62,8% dos industriais avaliam que as condições pioraram ou pioraram muito nos últimos seis meses, enquanto 35,7% consideram que permaneceram inalteradas.

Já o Índice de Condições da Empresa, que também compõe o Índice de Condições Atuais, avançou de 41,5 pontos em abril para 44,3 em maio. Como o resultado também permaneceu abaixo da linha dos 50, a avaliação dos industriais sobre a situação atual de suas empresas, em comparação com os últimos seis meses, segue predominantemente negativa. Nesse contexto, 32,6% consideram que as condições pioraram ou pioraram muito, enquanto 55,8% avaliam que permaneceram inalteradas.

EXPECTATIVAS

O Índice de Expectativas avançou 4,6 pontos em maio, passando de 43,9 para 48,5 pontos. Os dois componentes que integram o indicador geral registraram crescimento. O Índice de Expectativas da Própria Empresa voltou ao campo otimista após dois meses seguidos em campo pessimista. O indicador passou de 49,2 para 53 pontos, ultrapassando a linha dos 50, o que indica perspectivas mais favoráveis dos industriais para os próximos seis meses em relação às próprias empresas. Nesse sentido, 58,1% dos industriais projetam a manutenção do cenário atual, enquanto 26,4% esperam melhora para seus negócios.

Já o Índice de Expectativas da Economia avançou 6,4 pontos e atingiu 39,6, indicando redução do pessimismo em relação à economia nacional. Apesar da alta, o indicador segue abaixo da linha dos 50 pontos, refletindo a predominância de avaliações negativas. Segundo a pesquisa, 43,4% dos industriais projetam deterioração do cenário nos próximos seis meses, enquanto 48,8% acreditam que a situação deve permanecer a mesma.

 

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