Confiança da indústria gaúcha aumenta em novembro, mostra FIERGS

Foto: Crédito: CNI/José Paulo Lacerda

O Índice de Confiança do Empresário Industrial gaúcho (Icei-RS) registrou o segundo aumento consecutivo, subindo 1,1 ponto entre outubro e novembro. O indicador ficou em 45,4 pontos – ainda assim, abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. Os resultados foram divulgados pelo Sistema FIERGS nesta quarta-feira, 19. A pesquisa foi realizada com 146 empresas, sendo 34 pequenas, 45 médias e 67 grandes, entre os dias 3 e 12 de novembro.

“Há uma melhora na confiança do industrial, mas o pessimismo ainda predomina e já se prolonga por quase um ano. Para reverter esse quadro, é fundamental que a economia doméstica dê sinais mais robustos de reação, especialmente com redução na taxa de juros, e que o ambiente externo avance, principalmente nas negociações para reduzir as tarifas impostas pelos Estados Unidos”, afirma o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier.

A alta do Icei-RS foi puxada pelos dois componentes do indicador: o Índice de Condições Atuais e o Índice de Expectativas. O primeiro avançou para 41,9 pontos em novembro, um acréscimo de 1,5 ponto sobre outubro. É o maior nível desde junho (43,2 pontos), embora ainda indique deterioração das condições de negócios. Entre os subcomponentes, o Índice de Condições da Economia Brasileira teve o maior avanço no mês, passando de 34,7 para 36,6 pontos, mas segue como o item de pior avaliação. Em novembro, quase metade (48,6%) dos empresários ainda percebia piora nas condições gerais da economia.

Já o Índice de Expectativas para os próximos seis meses subiu 0,9 ponto em novembro, chegando a 47,1 pontos. O indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos desde junho, sinalizando pessimismo persistente. O principal fator que sustenta essa percepção é o ambiente macroeconômico: o Índice de Expectativas da Economia Brasileira avançou apenas 0,8 ponto no mês, para 39,7 pontos. O patamar baixo reflete forte desequilíbrio entre expectativas. A proporção de empresários pessimistas (40,4%) é quase cinco vezes maior que a de otimistas (8,2%).

 

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