A construção do terminal portuário da CMPC Celulose no Porto de Rio Grande está garantido, independente das restrições jurídicas impostas ao projeto de expansão da companhia com sede em Guaíba. A garantia foi dada pelo diretor da CMPC, Antonio Lacerda, durante o Tá na Mesa, reunião almoço da Federasul realizada nesta quarta-feira, 24.
O empreendimento, com investimento de R$ 1,5 bilhão, integra o amplo Projeto Natureza, que contempla a construção de uma nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro com aporte total superior a R$ 27 bilhões — o maior investimento privado já anunciado no Rio Grande do Sul, conquistado com a articulação do governo estadual.
O terminal, que terá contrato de concessão por 25 anos, já encontra-se em elaboração da licença definitiva permitindo que as obras físicas comecem ainda este ano. Entretanto, a estrutura portuária é considerada peça fundamental para o escoamento da produção da futura planta industrial.
A área concedida esta sem uso desde 2014, após o colapso de um antigo projeto ligado à indústria naval, afetada pelos escândalos de corrupção junto à União revelados à época. O futuro terminal inclui dois berços de atracação para navios, dois berços para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas de celulose, ampliando sensivelmente a capacidade logística do Porto de Rio Grande.
Na fase de implantação, a expectativa é gerar mais de 1,2 mil empregos. Na operação, estima-se cerca de 450 empregos diretos e mais de 2,1 mil indiretos, envolvendo trabalhadores avulsos e caminhoneiros.
O projeto prevê o repasse, como contrapartida, R$ 142,7 milhões à Portos RS, que serão destinados à dragagem de aprofundamento do Canal de Acesso e da Bacia de Evolução do Porto Novo. Com a obra o calado do porto passará de 9,5 metros para 12,5 metros.

