Aluguel na capital desacelera e tem menor acumulado em 12 meses desde as enchentes de 2024

O preço do aluguel residencial em Porto Alegre registrou uma alta de 0,95% em junho, uma leve aceleração em comparação com o mês anterior. A variação acumulada nos últimos 12 meses, no entanto, desacelerou para 11,71% – o menor patamar registrado desde as enchentes de maio de 2024, que impactaram fortemente o mercado imobiliário local. Os dados são do Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb.

O choque na oferta de imóveis impactou o mercado local como um todo, elevando o preço nos períodos subsequentes. Ao longo dos meses, com o ritmo da cidade voltando à normalidade, o custo médio do aluguel voltou a crescer de forma moderada, refletindo no cenário observado no último mês. No primeiro semestre de 2025, Porto Alegre registrou uma valorização acumulada de 4,81%. Foi a menor alta para o período desde 2022, quando o aluguel subiu 3,2% entre janeiro e junho. Em 2024, a alta havia sido de 7,64%.

“O mercado de aluguel em Porto Alegre mostra sinais de acomodação após um período de forte pressão nos preços. A desaceleração no acumulado dos últimos 12 meses indica que o ritmo de crescimento está voltando a um patamar mais próximo do período anterior às enchentes. Ainda assim, a demanda por imóveis para locação continua aquecida, o que deve manter os preços em um patamar elevado nos próximos meses”, afirma Thiago Reis, gerente de Dados do Grupo QuintoAndar.

Entre os bairros mais caros para se alugar em Porto Alegre, Três Figueiras se destaca com o metro quadrado a R$ 63,50, seguido por Rio Branco, com R$ 61,80. Na outra ponta, os bairros com o metro quadrado mais acessível são Cavalhada (R$ 21,36/m²) e Jardim Itu-Sabará (R$ 20,89/m²).

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