Bolsa Família antecipa pagamento com reajuste até quarta-feira

Foto: Crédito: Lyon Santos/MDS

O Bolsa Família terá o calendário antecipado para que todos os beneficiários recebam o pagamento com reajuste de 15% até a quarta-feira, 21. O Ministério do Desenvolvimento Social alega que a antecipação é devido aos efeitos do El Niño. Com isso, os 19,3 milhões de benefícios serão pagos antes do segundo turno da eleição. Segundo o ministério, a medida também valerá para novembro e dezembro.

O pagamento começa nesta segunda-feira para os participantes do programa, com final 1 do NIS (Número de Inscrição Social), na terça, para os que têm final 2 e, na quarta, para todo o restante. O calendário original terminaria no dia 30 de outubro. Com o aumento, o piso mínimo por família de R$ 600 passou para R$ 691, e o valor médio foi de R$ 675 para R$ 777.

“A unificação dos pagamentos, como forma de mitigar os efeitos de desastres climáticos, já ocorreu em outros momentos emergenciais, como nas enchentes do Rio Grande do Sul, em maio de 2024, quando o MDS unificou o pagamento para as famílias dos 497 municípios gaúchos, que puderam acessar o benefício no primeiro dia do calendário”, afirma o ministério, em nota.

O aumento determinado por decreto pelo presidente Lula prevê a reposição inflacionária do benefício, com reajustes de acordo com a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). O pagamento é feito pela Caixa e administrado pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

Calendário

  • NIS final 1: 19 de outubro
  • NIS final 2: 20 de outubro
  • NIS final 3: 21 de outubro
  • NIS final 4: 21 de outubro
  • NIS final 5: 21 de outubro
  • NIS final 6: 21 de outubro
  • NIS final 7: 21 de outubro
  • NIS final 8: 21 de outubro
  • NIS final 9: 21 de outubro
  • NIS final 0: 21 de outubro

Quem pode receber o Bolsa Família?

O Bolsa Família continua destinado às famílias em situação de pobreza que atendem aos critérios estabelecidos pelo governo federal. A principal exigência para ingresso no programa é possuir renda mensal de até R$ 218 por pessoa, além de estar inscrito no Cadastro Único. Para calcular essa renda, é necessário somar todos os rendimentos considerados no cadastro e dividir o resultado pelo número de integrantes da família. O valor encontrado determina se a unidade familiar está dentro do limite estabelecido para ingresso.

Imagine uma residência com quatro pessoas que possuem renda mensal total de R$ 800. Nesse caso, a renda individual corresponde a R$ 200, permitindo que a família se enquadre no critério financeiro do programa. Entretanto, atender ao limite de renda não garante a liberação imediata do dinheiro. O governo realiza análises periódicas das informações cadastrais, considerando os critérios de elegibilidade e a disponibilidade orçamentária. Além disso, é necessário cumprir as exigências relacionadas à saúde e à educação, incluindo o acompanhamento da vacinação, da frequência escolar e da assistência pré-natal, quando aplicável.

(*) com R7

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