O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio no valor de R$ 6,4 milhões, a ser executado de 2026 a 2030, para a Associação da Cultura Hip Hop de Esteio (ACHE), no Rio Grande do Sul, que idealiza e gere o Museu da Cultura Hip Hop RS. Com os recursos não reembolsáveis do Fundo Cultural do BNDES, serão realizadas atividades para a preservação e a difusão da cultura Hip Hop como patrimônio cultural imaterial brasileiro.
Grande parte das ações será desenvolvida a partir do Museu, em Porto Alegre. O espaço funcionará como plataforma para atividades de preservação de acervos, pesquisa, educação, produção cultural e difusão de conhecimento, servindo como ponto de articulação de iniciativas com alcance local, nacional e internacional.
O objetivo é desenvolver ações de salvaguarda e de transmissão de saberes, memórias e práticas associadas aos cinco elementos do Hip Hop (MC/Rap, DJ, Breaking, Graffiti e Conhecimento), e de fortalecimento do Museu como centro de referência.
“Com o projeto, o BNDES contribui para reconhecer as periferias urbanas como produtoras de patrimônio cultural e para ampliar a preservação e a difusão de referências culturais construídas nesses territórios. Estamos apoiando ações que buscarão registrar, documentar e transmitir às futuras gerações as expressões artísticas e as trajetórias que constituem a cultura Hip Hop no Brasil, além de ampliar o acesso da sociedade à memória de um dos mais importantes movimentos culturais contemporâneos do país”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
O projeto inclui: organização e catalogação da Reserva Técnica Flavinha Manda Rima; produção do Dossiê de Fortalecimento da Cultura Hip Hop Brasileira a partir das vivências do Museu; produção de documentário; realização de 120 visitas guiadas e workshops; produção de 80 singles de artistas; exposição Racionais MC’s e ativações; realização de quatro edições do Prêmio Nacional BNDES Museu Literário; e um evento internacional, entre outras ações.
“Ter o BNDES como parceiro da preservação da história, da memória, do acervo e do patrimônio da Cultura Hip Hop é uma responsabilidade imensa, que nos orgulha por colocar o Museu da Cultura Hip Hop RS como equipamento museológico e cultural de referência internacional, fortalecendo processos conjuntos em todo o Brasil”, afirma Rafa Rafuagi, fundador do Museu da Cultura Hip Hop RS e coordenador geral da ACHE.
O Hip Hop é uma expressão cultural que reúne práticas artísticas, saberes, memórias e formas de organização social desenvolvidas principalmente nas periferias urbanas. Sua preservação contribui para valorizar a memória, a diversidade cultural e a contribuição das periferias para a formação da cultura contemporânea do país.

