As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 500,3 mil toneladas em setembro, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 482,3 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita alcançou US$ 984,2 milhões, resultado 14,7% superior aos US$ 857,9 milhões registrados em setembro do ano passado.
No acumulado de janeiro a setembro, os embarques chegaram a 4,421 milhões de toneladas, crescimento de 14% em relação às 3,877 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada atingiu US$ 8,673 bilhões, avanço de 21% sobre os US$ 7,166 bilhões registrados no ano anterior.
Os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino da carne de frango brasileira em setembro, com 45,9 mil toneladas, volume 23,3% superior às 37,2 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem a União Europeia, com 43,5 mil toneladas (+1.007%, ante 3,9 mil toneladas); China, com 40,9 mil toneladas (+79.663,1%, ante 51 toneladas); Arábia Saudita, com 38,3 mil toneladas (+7,4%, ante 35,7 mil toneladas); e Japão, com 33,6 mil toneladas (-7,7%, ante 36,4 mil toneladas).
As expressivas variações nos embarques para a China e a União Europeia refletem, especialmente, a baixa base comparativa de setembro de 2025, período influenciado pelas suspensões temporárias adotadas após o único registro de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na história da produção comercial brasileira, ocorrência rapidamente superada no ano passado.
UNIÃO EUROPEIA
No caso da União Europeia, explica o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o resultado de setembro de 2026 inclui cargas produzidas e certificadas até 2 de setembro. A suspensão temporária da emissão de novos certificados entrou em vigor no dia 3, sem impedir o embarque dos produtos que já haviam cumprido essa etapa. A antecipação de volumes por exportadores e importadores também contribuiu para reduzir os efeitos imediatos da medida.
“O resultado de setembro mantém as exportações brasileiras em patamar elevado, com mais de 500 mil toneladas embarcadas e crescimento expressivo da receita. A comparação anual deve considerar que setembro de 2025 ainda foi influenciado pelas suspensões decorrentes da ocorrência de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, situação já superada. Ao mesmo tempo, a diversificação dos destinos e o trabalho de antecipação de embarques viabilizadas pelo trabalho dos Ministérios da Agricultura e Pecuária e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, contribuíram para preservar o desempenho neste ano”, analisa Santin.
No levantamento das exportações por Estado, o Paraná manteve a liderança em setembro, com 199,7 mil toneladas, volume 9,5% superior às 182,3 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 111 mil toneladas (-4,8%, ante 116,7 mil toneladas); Rio Grande do Sul, com 67,9 mil toneladas (+4,2%, ante 65,2 mil toneladas); São Paulo, com 28,3 mil toneladas (-9,1%, ante 31,1 mil toneladas); e Goiás, com 27,2 mil toneladas (+25,8%, ante 21,6 mil toneladas).

