O Dia das Crianças chega com uma conta mais apertada para o consumidor. A intenção de compra caiu de 57,7% para 52,1% neste ano, e o gasto médio total pretendido recuou de R$ 488,07 para R$ 390,26. Ainda assim, quem vai às compras pretende presentear mais pessoas, fazendo com que a lista se espalhe para além dos filhos e netos. Sobrinhos, por exemplo, já são citados por 25,8% dos consumidores, e afilhados, por 18,3%. Uma parcela dos entrevistados (2,3%) também vai doar para entidades que atendam crianças.
Para o comércio, o cenário pede atenção ao preço, mas não só. O valor do presente passou a ser o principal critério de escolha, mencionado por 37,5% dos consumidores, enquanto benefícios para pagamento (26%) e liberdade para escolher (25%) aparecem entre os diferenciais que podem estimular a compra. O Sindilojas POA avalia que oferecer alternativas em diferentes faixas de preço, boa variedade e condições de pagamento pode ajudar o consumidor a montar a lista de presentes sem abrir mão da experiência de compra. A expectativa é movimentar cerca de R$ 218 milhões no comércio da Capital.
E há espaço para o atendimento entrar nessa conta. Entre os fatores que fazem o consumidor voltar à mesma loja, preço acessível aparece em primeiro lugar (33,7%), seguido de bom atendimento (30,6%). Como 52,3% pretendem comprar na semana anterior ao Dia das Crianças, esse período concentra uma oportunidade para o comércio trabalhar estoque, exposição dos produtos e equipe preparada para ajudar na escolha.
O que aparece no topo da lista de presentes
- Brinquedos — 55,3%
- Roupas — 35,8%
- Calçados — 11,8%
- Bicicleta, patinete ou skate — 4,8%
- Eletrônicos/eletroportáteis — 3,5%
Entre os brinquedos, bonecas (37,1%), carrinhos (22,2%), jogos (17,2%) e bolas (17,2%) lideram as intenções de compra.
Menos telas na hora de presentear
A preocupação dos pais com o tempo de tela também começa a aparecer na escolha dos presentes. Segundo pesquisa do Sindilojas POA, 45% dizem que essa preocupação influencia a compra: 22,5% evitam presentes eletrônicos ou com tela e outros 22,5% preferem brinquedos e atividades sem tela. O movimento combina com a preferência já identificada por opções como bonecas, carrinhos, bolas e jogos de montar.

