Ticket médio do foodservice salta 9,48% com consumidor em busca de qualidade, aponta IFB

O Instituto Foodservice Brasil (IFB) acaba de divulgar os resultados do Índice de Desempenho do Foodservice (IDF) referentes a maio de 2025, revelando um crescimento nominal expressivo de 6,7% em relação ao mesmo período de 2024. Considerando o ajuste pela inflação medida pelo IPCA específico para alimentação fora do lar, o setor apresentou crescimento real de 1,4%. Apesar do avanço positivo no faturamento, as transações totais recuaram 1,9%, indicando uma mudança significativa no comportamento do consumidor brasileiro.

Segundo os dados apresentados pelo IFB, o aumento no faturamento é fortemente impulsionado pelo crescimento do ticket médio, que atingiu R$ 43,4, representando uma alta de 9,48% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Essa variação expressiva do valor médio gasto pelos consumidores destaca um movimento claro: o consumidor está mais seletivo e prioriza qualidade sobre quantidade diante do cenário atual de inflação elevada.

“Os consumidores estão claramente mais exigentes, escolhendo onde e como gastar dinheiro de forma mais consciente, buscando valor agregado e qualidade em cada compra.”, diz Ingrid Devisate, co-fundadora e Diretora Executiva do Instituto Foodservice Brasil (IFB).

Essa mudança comportamental mostra que, mesmo frequentando menos os estabelecimentos, os consumidores optam por experiências melhores, com produtos e serviços diferenciados. Nesse contexto, estabelecimentos que conseguem agregar valor ao consumo têm apresentado maior resiliência e crescimento consistente.

Analisando os resultados regionais, o Sul e o Norte tiveram desempenhos notavelmente superiores à média nacional, com crescimento nominal de 16,8% e 15,1%, respectivamente. Esses resultados refletem bases comparativas menores e uma dinâmica econômica local mais aquecida. Em contraste, o Sudeste cresceu apenas 5,0%, apresentando uma desaceleração relativa influenciada pela saturação do mercado e maior sensibilidade às variações macroeconômicas.

Na comparação entre diferentes formatos de lojas, os centros comerciais se destacaram com um crescimento robusto de 10,1%. Isso reflete a retomada consistente do fluxo de consumidores em ambientes que proporcionam experiências mais completas, como shoppings e galerias. Em contraste, lojas de rua apresentaram avanço mais modesto, com 3,9%, refletindo o cenário geral de menor frequência dos consumidores nesses locais.

ESTABILIDADE

O IFB também apontou estabilidade na participação do delivery, que permanece em torno de 21%. Embora não represente mais um grande vetor de expansão, o canal continua essencial para manter margens positivas e atender consumidores em busca de praticidade e conveniência.

Em termos setoriais, o destaque ficou com os distribuidores, que apresentaram crescimento acumulado de 11,5% entre janeiro e maio de 2025, impulsionados por um aumento real na demanda. A indústria cresceu 12,1%, refletindo parcialmente o efeito da inflação setorial, enquanto o segmento de embalagens apresentou desempenho mais volátil, com alta acumulada de apenas 5,1%.

Na comparação com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), o desempenho das empresas associadas ao IFB se sobressaiu de forma clara. Enquanto o ICVA apresentou queda real de 5,6% nas mesmas lojas em maio, o IDF registrou alta real de 1,1%, demonstrando maior eficiência na gestão de preços e estratégias bem-sucedidas de fidelização.

Diante desse cenário, o IFB recomenda atenção especial às estratégias de fidelização e à elasticidade do consumo. O crescimento futuro do setor dependerá menos da expansão física e mais da sofisticação das operações e experiências oferecidas aos clientes. Investimentos contínuos em inovação, canais digitais e aprimoramento da experiência em pontos físicos serão fundamentais para consolidar a recuperação observada.

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