O índice de atividades turísticas cresceu 0,8% em outubro, frente ao mês imediatamente anterior (com ajuste sazonal). Este é o terceiro resultado positivo seguido, período em que acumulou ganho de 2,1%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 12,7% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,0% abaixo do ápice da sua série histórica (dezembro de 2024). “A alta das atividades turísticas ocorre também em função do aumento das receitas das empresas de transporte aéreo de passageiros”, diz o gerente da pesquisa.
Regionalmente, 13 dos 17 locais acompanharam o crescimento da atividade turística nacional (0,8%). A contribuição positiva mais relevante ficou com o Rio de Janeiro (3,1%), seguido por Rio Grande do Sul (4,5%), Paraná (2,4%) e Santa Catarina (3,5%). Em sentido oposto, São Paulo (-0,1%) liderou as perdas do turismo neste mês, seguido por Amazonas (-0,7%) e Goiás (-0,5%).
A maior parte (15) das 27 unidades da federação tiveram crescimento no volume de serviços em outubro de 2025, na comparação com setembro (com ajuste sazonal). Os impactos positivos mais expressivos vieram do Rio de Janeiro (2,0%) e do Paraná (2,5%), seguidos pelo Espírito Santo (4,6%), Mato Grosso do Sul (6,3%) e Santa Catarina (1,1%). Já São Paulo (-0,6%), Rio Grande do Sul (-2,9%) e Distrito Federal (-3,9%) exerceram as principais influências negativas, seguidos por Mato Grosso (-3,3%) e Minas Gerais (-0,4%).
TRANSPORTE DE PASSSAGEIROS
O volume de transporte de passageiros registrou expansão de 2,3% na passagem de setembro para outubro (com ajuste sazonal), terceiro resultado positivo seguido, período em que acumulou ganho de 3,2%. Dessa forma, o segmento está 13,1% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 13,0% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).
Nessa mesma comparação, o volume do transporte de cargas avançou 0,9% em outubro de 2025, quinto resultado positivo seguido, período em que acumulou ganhos de 3,7%. Dessa forma, o segmento está 2,5% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 41,0% acima de fevereiro 2020.
“Esses grupamentos de passageiros e de cargas englobam outros modais além do aéreo e do rodoviário. Mas o aéreo de passageiros é que tem sido determinante no segmento de transporte de passageiros e o rodoviário tem tido mais influência nos transportes de cargas”, explica Rodrigo.

