Transporte, turismo e alimentação puxam a Inflação do Carnaval na Região Metropolitana

Foto: Crédito: Freepik

De acordo com o estudo da Assessoria Econômica da CDL Porto Alegre, a chamada “Inflação do Carnaval” — cesta composta por 16 subitens do IPCA associados aos gastos típicos das famílias com a celebração — totalizou +5,8% no Brasil e +6,2% na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2026. O levantamento foi construído com base no recorte dos dados do IPCA, calculado pelo IBGE.

Conforme a série histórica, as variações aceleraram entre a data comemorada no ano passado até outubro, mas perderam intensidade desde então. Apesar disso, permaneceram acima dos patamares observados na mesma janela do ano anterior, ou seja, +5,5% e 4,5%, pela ordem. Da mesma forma, os números superaram o índice cheio mais recente, ou seja, o conjunto dos preços de bens e serviços averiguados pelo Instituto: +4,4% e +5,1%, respectivamente.

O encarecimento do transporte por aplicativo na RMPA atingiu 53,94%, liderando o ranking. Outras formas de transporte, como ônibus intermunicipal (+13,03%) e táxi (+10,91%), alcançaram igualmente dois dígitos. Da mesma forma, o turismo foi destaque, com o pacote turístico (+12,74%). Além disso, vale ressaltar a pressão sobre a alimentação fora do domicílio, incluindo o lanche (+9,45%). Também registraram variações relevantes o gastroprotetor (+6,93%), hospedagem (+6,68%), refeição (+6,28%), desodorante (+6,26%) e clube (+5,72%). Em sentido oposto, passagem aérea (-15,94%) e refrigerante e água mineral fora do domicílio (-0,65%) registraram deflação.

De acordo com o economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, o comportamento reflete a conexão entre os serviços e o mercado de trabalho: “A inflação do Carnaval é fortemente influenciada pelo setor terciário. Transporte, turismo e alimentação fora do domicílio respondem por parcela significativa da cesta. Em um contexto de aquecimento do emprego e estímulos à demanda, é natural que nosso indicador apresente esse tipo de dinâmica.”

Para Frank, o momento exige organização financeira por parte das famílias: “O consumidor precisa ter clareza com relação ao seu orçamento para que possa planejar gastos sem comprometer o equilíbrio financeiro. Além disso, é necessário pesquisar valores com antecedência e procurar barganhar sempre que possível.”

 

 

 

 

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