O Rio Grande do Sul vai responder por 8,11% do total dos ganhos a serem distribuídos aos trabalhadores relativos à rentabilidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). É o que aponta um estudo da CDL Porto Alegre ao revelar que para o montante em nível nacional de 34,396 milhões de beneficiários com valor médio de R$ 1.745,54. Já para a esfera regional, são 2,711 milhões de pessoas, cujo valor médio é de R$ 1.795,55. O estado figura na quarta colocação, atrás somente de São Paulo (R$ 3,60 bilhões), Minas Gerais (R$ 1,44 bilhão) e Rio de Janeiro (R$ 1,21 bilhão).
“Se empregarmos esse percentual sobre a partilha dos lucros do FGTS para o conjunto dos estados (R$ 12,9 bilhões), chegaremos ao patamar de R$ 1,05 bilhão para os gaúchos”, comenta Oscar Frank, gestor da área econômica da entidade.
A Caixa Econômica Federal repassa, desde 2017, os ganhos relativos à administração do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) entre os celetistas, ou seja, aqueles que possuem ocupação com carteira assinada no setor privado. Conforme a deliberação recente do Conselho Curador, a cifra a ser repartida em todo o território nacional correspondente a 95% do superávit registrado, de R$ 13,6 bilhões. Com isso, a rentabilidade no ano passado atingirá 6,05%, acima da inflação oficial medida pelo IPCA, de 4,83%. “Nosso objetivo com o presente Estudo Técnico é regionalizar a quantidade de recursos direcionada ao Rio Grande do Sul até o encerramento de agosto de 2025, quando termina o prazo para o depósito”, comenta o economista.

