Tarifas americanas impactam no desempenho da indústria gaúcha, aponta FIERGS

Foto: Crédito: CNI/José Paulo Lacerda

O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou queda de 1,9%, em agosto, na comparação com julho, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira, 8, pelo Sistema FIERGS. O recuo ocorre no primeiro mês de vigência das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e representa a maior retração desde maio de 2024, quando o estado enfrentou a pior enchente de sua história.

A queda reflete o desempenho negativo dos principais componentes do índice. O faturamento real teve a maior redução, de 4,7% em relação a julho. As compras industriais recuaram 2,3%, as horas trabalhadas na produção diminuíram 1,3% e a utilização da capacidade instalada caiu 0,6 ponto percentual, passando de 79,7% para 79,1%. A massa salarial real registrou queda de 0,6% e o emprego, de 0,3%.

Na comparação com agosto do ano passado, o IDI-RS apresentou retração de 4,3%. Os indicadores ligados ao mercado de trabalho, como emprego (1,5%) e massa salarial real (3,6%), ainda mostraram avanço. Já os componentes mais diretamente associados à atividade produtiva tiveram forte recuo, com destaque para as compras industriais (-11,7%), o faturamento real (-6,8%), as horas trabalhadas (-4,8%) e a utilização da capacidade instalada (-1,5 ponto percentual).

ACUMULADO

O desempenho negativo impactou o resultado acumulado do ano. O crescimento do IDI-RS desacelerou de 1,3%, em julho, para 0,5%, em agosto, na comparação entre os primeiros sete e oito meses do ano. A estabilidade, em termos práticos, observada no acumulado até agosto reflete a disparidade entre os componentes: enquanto compras industriais (4%), emprego (1,5%) e massa salarial real (2,8%) avançaram, houve quedas no faturamento real (-0,4%), nas horas trabalhadas (-1,7%) e na utilização da capacidade instalada (-0,9 ponto percentual).

Mesmo com o resultado anual modesto, a atividade industrial cresceu em nove dos 15 segmentos pesquisados. As maiores contribuições positivas vieram de Máquinas e Equipamentos (12,5%), Equipamentos de Informática e Eletrônicos (20,7%), Tabaco (10,7%) e Químicos, Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (3,2%). Em contrapartida, retrações expressivas em setores de peso, como Veículos Automotores (-8,4%) e Couros e Calçados (-6,2%), acabaram puxando o desempenho geral para baixo.

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