O sorvete movimentou aproximadamente R$ 11,5 bilhões no foodservice brasileiro nos 12 meses encerrados em junho de 2026, alta de 6% ante o período de 12 meses até junho de 2025. Ao mesmo tempo, o número de transações caiu 15%, para mais de 341 milhões. Os dados são do CREST, do Instituto Foodservice Brasil (IFB), e ajudam a dimensionar o mercado da categoria às vésperas do Dia do Sorvete, celebrado em 23 de setembro.
O comportamento do consumidor aparece nas ocasiões de consumo. As refeições noturnas concentram 39%, enquanto o lanche da tarde responde por 29%. O público é majoritariamente jovem: consumidores de até 24 anos representam 42% do consumo. As mulheres também são maioria, com mais de 57% do total.
Quando o sorvete entra no cardápio não fica restrito às casas especializadas. Segundo a WISE Sales, a categoria tem 9% de penetração no menu do foodservice. Nas sorveterias e açaíterias, aparece em 38% dos cardápios, e também tem presença em cafeterias (16%), padarias e confeitarias (8%) e hamburguerias (6%).
RESTAURANTES
Como sobremesa, o sorvete ainda tem espaço em restaurantes de diferentes especialidades. Entre os estabelecimentos étnicos, os maiores índices de presença estão nos restaurantes franceses, com 13%, e árabes, com 12%. Nos sabores, chocolate (8%), morango (7%) e creme (6%) lideram em presença nos cardápios. Geograficamente, o Sudeste concentra a maior penetração da categoria, com 11%, seguido pelo Centro-Oeste, com 9%. Sul e Nordeste aparecem com 8% cada, enquanto o Norte registra 7%.
No CREST, indulgência (57%) e conveniência (49%) surgem entre os principais drivers de consumo. A conveniência, porém, recuou 13% na comparação com o mesmo período anterior.
“Os números mostram um cenário interessante para o sorvete no foodservice. Mesmo com a redução em transações, a categoria movimenta um volume expressivo e está presente em diferentes tipos de estabelecimentos. Essa capilaridade ajuda a entender por que o sorvete não é apenas uma opção das sorveterias, mas também uma alternativa de sobremesa e consumo em diversos momentos”, afirma Ingrid Devisate, vice-presidente executiva do Instituto Foodservice Brasil (IFB).

