Setor de sorvetes e gelados gera 274 mil empregos e mira crescer 50% até 2033

O sorvete se consolida como um motor robusto para a economia brasileira, gerando centenas de milhares de empregos em todo o país. Em celebração ao Dia do Sorvete, comemorado em 23 de setembro, a Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (ABRASORVETE) lança a ação “Felicidade Congelada” e revela dados inéditos que destacam o setor como um pilar de empreendedorismo e geração de renda.

Um levantamento detalhado, conduzido pelo SENAI-SP, alinhado com a ABRASORVETE, desvenda a real dimensão do setor. Para capturar a complexidade e a diversidade de estabelecimentos que não só fabricam, mas também comercializam sorvete, a pesquisa utilizou uma metodologia rigorosa. Ela analisou dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais)e do cadastro de empresas ativas da Receita Federal. Desta forma, foi possível expandir o escopo da análise para incluir não apenas os CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) principais, mas também os secundários.

Os resultados comprovam o impacto do setor na empregabilidade. São 39.635 empregos diretos. Ao considerar toda a cadeia produtiva do setor de sorvetes – incluindo os setores de agropecuária, produção de insumos, equipamentos embalagens, logística e distribuição – os números chegam a 235.180 empregos indiretos, somando um total de 274.815 postos de trabalho no país.

“Há muito tempo defendemos que o setor de sorvetes é muito mais do que se vê na superfície. Esses novos dados, baseados em uma análise conjunta com o SENAI, finalmente nos permitem provar o impacto do sorvete na economia brasileira. Ele não é apenas um produto, mas um gerador de emprego, um catalisador para o empreendedorismo e uma cadeia de valor que sustenta milhares de famílias. Além das sorveterias que se proliferam, as lanchonetes, as confeitarias, os restaurantes, os ambulantes e os supermercados que vendem sorvete e que antes não eram contabilizados, são o verdadeiro motor da capilaridade do nosso setor”, afirmou Martin Eckhardt, presidente da ABRASORVETE.

ESTUDO

O estudo do SENAI-SP também revela que o setor é majoritariamente composto por micro e pequenas empresas. A maioria dos negócios com CNAE principal ou atacadista se concentra nas regiões Sul e Sudeste, com São Paulo liderando o número de empresas com 25% dos CNPJs. Ao incluir os CNAEs que apresenta forte relação com empresas do setor de sorvetes estima-se um total de 20.58 CNPJs, o que evidencia ainda mais sua relevância.

Apesar dos avanços e da solidez econômica, o consumo per capita no Brasil, de 7,7 litros por pessoa, ainda é baixo comparado a países como a Nova Zelândia (26 litros), o que aponta para um vasto potencial de crescimento. É por isso que a ABRASORVETE, em 2023, lançou a campanha “50 em 10”, que busca elevar o consumo do produto em 50% em uma década, expandindo o mercado e a vitalidade do setor. A ação “Felicidade Congelada”, que celebra o Dia do Sorvete deste ano, se insere justamente nesse objetivo estratégico de aproximar o produto do consumidor com ações sociais e comerciais exclusivas na data em todo o país.

E nesse cenário, a nutricionista Jacqueline Bloch Ozi, parceira da iniciativa, ressalta a importância de desmistificar o produto e a sua contribuição para a saúde. “A ciência nos mostra que o sorvete, quando consumido de forma equilibrada, pode sim fazer parte de uma alimentação saudável. Ele desperta prazer, libera dopamina e ativa nosso sistema de recompensa, estando muito ligado a momentos afetivos e sociais. Eu  acredito que o consumo consciente é o ideal e, nesse equilíbrio, pode ter sorvete sim. Sorvete não é vilão: ele pode ser consumido com consciência e prazer”, explica Jacqueline, que também destaca a inovação do mercado. “Hoje já vemos opções mais funcionais, como sorvetes com redução de açúcares, sem lactose, versões plant-based/veganas, além dos enriquecidos com proteínas ou fibras, que unem sabor e benefícios extras para quem busca um estilo de vida saudável”, completa.

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