Os preços dos 35 itens de largo consumo no país tiveram alta de 2,20% em março, na comparação com fevereiro, segundo o indicador Abrasmercado, acompanhado pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). O resultado, referente à variação do valor da cesta de produtos e divulgado nesta quinta-feira (23), representou a elevação mensal mais intensa do primeiro trimestre deste ano. Com essa aceleração, o preço médio da cesta no Brasil passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês. Ainda segundo o levantamento, os dados tiveram impacto de fatores como logística, clima, câmbio e oferta ao longo das cadeias produtivas no primeiro trimestre.
Confira os itens que tiveram alta em março:
- Tomate (20,31%)
- Cebola (17,25%)
- Feijão (15,40%)
- Batata (12,17%)
- Leite longa vida (11,74%)
- Ovos (6,65%)
- Carne bovina, corte do traseiro (3,01%)
- Carne bovina, corte do dianteiro (1,12%)
- Massa sêmola de espaguete (0,91%)
- Detergente líquido para louças (0,90%)
- Margarina cremosa (0,84%)
- Desinfetante (0,74%)
- Farinha de mandioca (0,69%)
- Sabonete (0,43%)
- Água sanitária (0,38%)
- Xampu (0,34%)
- Papel higiênico (0,30%)
- Creme dental (0,13%)
E os que registraram queda de preços no período:
- Açúcar refinado (-2,98%)
- Frango congelado (-1,33%)
- Café torrado e moído (-1,28%)
- Pernil (-0,85%)
- Óleo de soja (-0,70%)
- Arroz (-0,30%)
- Sabão em pó (-0,29%)
- Farinha de trigo (-0,24%)
No caso do feijão, a oferta mais restrita elevou a volatilidade do preço do alimento e, em relação à carne bovina, o viés de alta se manteve sustentado pela demanda externa, segundo a Abras. Já os preços dos ovos e do leite avançaram devido a fatores sazonais e à recomposição de preços. Em janeiro e fevereiro, as variações foram de 0,47% e -0,16%, respectivamente. No entanto, indicadores do mercado agrícola sugeriram um cenário mais equilibrado no trimestre, que acumula 2,51% de alta.

