Rodada aproxima pequenas empresas de grandes compradores da saúde em Porto Alegre

Foto: Créditos: Freepik

Micro e pequenas empresas terão acesso direto a hospitais e grandes instituições de saúde durante o 2º Encontro de Negócios da Cadeia da Saúde, que será realizado no dia 5 de maio, das 13h30 às 17h, na Unisinos Porto Alegre. A rodada deve reunir entre 15 e 22 compradores e cerca de 100 fornecedores, com o objetivo de aproximar oferta e demanda, gerar conexões qualificadas e impulsionar novos negócios no setor.

A proposta do encontro é criar um ambiente organizado e estratégico, que vá além do networking tradicional. Segundo a coordenadora setorial da Cadeia de Saúde e Bem-estar do Sebrae RS, Ana Paula Rezende, a rodada permite encurtar o ciclo de vendas ao conectar diretamente pequenas empresas aos tomadores de decisão: “A principal oportunidade é o acesso direto ao mercado, especialmente a grandes compradores, como hospitais, clínicas e instituições do setor. Não é apenas networking, é uma conexão estruturada com foco na geração real de negócios”.

De acordo com a coordenadora, a iniciativa também contribui para a qualificação das empresas participantes. Ao entrar em contato com demandas reais do setor, os empreendedores conseguem validar produtos e serviços, entender critérios de compra e aprimorar sua atuação. “Em um setor complexo como o da saúde, onde o acesso aos compradores costuma ser restrito, a rodada se torna uma oportunidade estratégica para abrir portas, gerar conexões qualificadas e acelerar o crescimento das micro e pequenas empresas”, completa Ana Paula.

A Analista de Ambientes do Sebrae RS, Paula Emília Cassel Machado, que atua diretamente na articulação com compradores e fornecedores, destaca o papel das rodadas na dinamização do setor. “Elas criam um ambiente estruturado, dinâmico e objetivo para a geração de conexões, facilitando o encontro direto entre oferta e demanda. Isso fortalece o relacionamento entre os diferentes elos da cadeia da saúde e impulsiona a geração de parcerias e negócios”, explica.

VALORIZAÇÃO DE FORNECEDORES

Paula reforça que há ainda um movimento crescente de valorização de fornecedores locais, especialmente micro e pequenas empresas, o que amplia o acesso ao mercado e contribui para o desenvolvimento regional. “A expectativa é que participem da rodada hospitais e grandes instituições de saúde, além de empresas com soluções e serviços voltados ao setor”, pontua.

Para aumentar as chances de sucesso, a preparação é considerada decisiva. O Sebrae RS atua antes, durante e depois da rodada, apoiando os participantes na construção de propostas mais assertivas. “Trabalhamos o fortalecimento da proposta de valor, apoiamos na construção do pitch, na organização de materiais comerciais e na compreensão das demandas do setor. Durante o evento, orientamos sobre postura e abordagem, e depois incentivamos o follow-up para avançar nas negociações”, explica Ana Paula.

Entre os diferenciais que aumentam as chances de fechar negócios estão a comunicação objetiva, o conhecimento das exigências do setor, um portfólio estruturado e a capacidade de entrega. Soluções que gerem eficiência, redução de custos ou melhoria na qualidade assistencial tendem a se destacar nas rodadas.

Um exemplo dos resultados desse modelo é a participação da startup Bem No Prazo, em uma edição anterior. A empresa conecta indústrias, distribuidoras e farmácias a consumidores, incluindo hospitais e clínicas, oferecendo produtos próximos ao vencimento com preços reduzidos e garantia de qualidade e segurança. Para a CEO da empresa, Mariana Leyser, a experiência foi decisiva para o avanço do negócio. “Participar da rodada foi extremamente estratégico pela qualidade das conexões geradas. Tivemos a oportunidade de apresentar nossa solução diretamente para hospitais que vivem, na prática, os desafios que buscamos resolver. Isso encurtou caminhos, validou nossa proposta de valor e abriu portas para conversas muito mais objetivas e qualificadas”, relata.

A partir dos contatos realizados no evento, a empresa avançou em negociações com diferentes instituições de saúde. Mariana avalia: “iniciamos conversas com diversos hospitais e, a partir desses primeiros contatos, evoluímos para reuniões mais aprofundadas, com algumas instituições já em fase de estruturação de projetos piloto. Esse movimento só foi possível porque o evento reuniu decisores realmente abertos à inovação e à busca por mais eficiência na gestão da saúde”.

Ela também destaca o impacto das rodadas para pequenos negócios. “O acesso a grandes players costuma ser um processo longo e complexo. A rodada democratiza esse acesso, cria um ambiente de escuta e troca e acelera oportunidades que, em condições normais, levariam muito mais tempo para acontecer”, conclui.

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