Quase metade dos endividados com bancos têm mais de uma dívida em uma única instituição, diz Serasa

Foto: Crédito: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Em um cenário de alta da inadimplência, que já soma mais de 82 milhões de brasileiros com dívidas negativadas, 47% dos débitos ativos são referentes ao setor financeiro. De acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa, os bancos seguem como principal segmento das dívidas, representando 27% de todos os débitos no país.

Um novo levantamento da empresa, em parceria com o instituto Opinion Box, investigou mais a fundo o cenário de endividamento bancário no Brasil. De acordo com o estudo, 49% dos brasileiros endividados com bancos concentram múltiplas dívidas em uma mesma instituição, em linha com dados do Mapa da Inadimplência da Serasa, que mostram que cada consumidor inadimplente possui, em média, mais de três dívidas em aberto.

Além disso, o cartão de crédito lidera como principal fonte de endividamento (73%), seguido por empréstimos (56%) e pelo uso do limite da conta ou cheque especial (33%). Entre os endividados no cartão, 37% acumulam dívidas superiores a R$ 10 mil e 36% convivem com essas pendências há mais de dois anos.

“Quando o crédito rotativo passa a ser utilizado de forma recorrente, especialmente em valores elevados, o risco de endividamento prolongado aumenta significativamente. Isso ajuda a explicar por que uma parcela relevante da população permanece com dívidas por tanto tempo”, explica Aline Maciel, diretora da Serasa.

DÍVIDAS

Segundo os dados, 38% dos brasileiros atribuem o endividamento com bancos ao desemprego ou à perda de renda. Da mesma forma, ao investigar os gastos que levaram às dívidas bancárias, o levantamento aponta uma relação direta com a sobrevivência financeira: o pagamento de contas básicas e a quitação de outras dívidas aparecem como os principais motivos.

“A pesquisa reforça que o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas a uma tentativa de manter o básico em dia”, afirma Aline. “Quando despesas essenciais, como alimentação e saúde, passam a ser financiadas no crédito, o risco de efeito bola de neve aumenta significativamente”

Ainda de acordo com o estudo, 71% dos entrevistados já tentaram negociar suas dívidas com bancos. Quando perguntados sobre a expectativa e organização para sair da inadimplência, 54,9% se mostram confiantes em conseguir arcar com a negociação. Já entre aqueles que não sabem ou não têm certeza, mais descontos e redução de juros aparecem como os principais fatores que poderiam viabilizar o pagamento das pendências com bancos.

“Entendemos que existe disposição para negociar, mas muitas vezes as condições oferecidas ainda não cabem no orçamento do consumidor. Por isso, iniciativas estruturadas de renegociação são fundamentais para ampliar o acesso a acordos mais viáveis”, avalia Aline.

Fique por dentro!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Compartilhe:

Deixe sua opnião:

Últimas Notícias

Unesul deixa de operar o transporte de passageiros interestadual e intermunicipal
Quase metade dos endividados com bancos têm mais de uma dívida em uma única instituição, diz Serasa
Indústria calçadista criou quase sete mil empregos no ano, diz Abicalçados
CDL POA promove capacitação com Ester Morgan sobre atração e retenção de equipes no varejo
Gestora gaúcha completa 20 de mercado
FBV abre inscrições para Batalha de Startups
Preço médio do GLP na capital é de R$120,05, diz ANP
Di Paolo celebra o Dia das Mães com experiência à mesa e presente especial para a data
Para presentear no Dia das Mães: Grupo Famiglia Valduga destaca seleção de vinhos, espumantes e cervejas