Programa Base, voltado a startups conectadas a pesquisas científicas, será lançado hoje

Reconhecer a importância da tecnologia, apoiada em avanços científicos, e estimular um ecossistema que permita às pesquisas se transformarem em grandes negócios. Esse é o Programa Base, uma iniciativa nacional da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), em parceria com o Sistema FIERGS e a Numerik, que será lançado nesta quarta-feira, 16, em Porto Alegre, no Instituto Caldeira, às 11h.

Durante o evento ocorrerá o painel “Deep Tech: mais que um hype, uma revolução”, com a participação da diretora-geral de Sesi-RS, Senai-RS e IEL-RS, Susana Kakuta; do gerente da Divisão de Tecnologia e Inovação do Senai-RS, Victor Gomes; da gerente de Redes de Inovação da Embrapii, Paula Nadai; e do CEO da Falker, Márcio Falker.

O programa é o primeiro projeto voltado exclusivamente a startups dedicadas à elaboração de tecnologias inovadoras fundamentadas em pesquisas científicas, as chamadas deep techs. Diferentemente das startups tradicionais, que focam geralmente em modelos de negócios ou aplicativos, as deep techs se concentram em utilizar como base descobertas profundas nas mais variadas áreas do conhecimento. Em razão dessas características, essas empresas têm um processo de desenvolvimento caro e demorado, mas com potencial de transformação enorme.

O programa Base está desenhado em quatro fases interdependentes – Boost, Advance, Shape e Expand. Os participantes podem ingressar de forma gratuita na fase que melhor se alinha às suas demandas, desde que cumpram os requisitos do regulamento presente no formulário de inscrição. A adesão pode ser feita até o dia 31 de julho.

No Boost, pesquisadores terão a oportunidade de transformar seus estudos em negócios. Já aqueles que possuem clareza sobre como aplicar suas pesquisas como soluções de mercado, mas ainda precisam de apoio na elaboração de um planejamento estratégico, poderão contar com a fase Advance. A Shape é focada nas startups já estruturadas e prontas para operar, oferecendo apoio às participantes se tornarem deep techs. Já a Expand está voltada às empresas emergentes plenamente estabelecidas e buscando aceleração.

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