Quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 pode ter valores esquecidos nas antigas cotas do PIS/Pasep. Nesta quarta-feira, 30, termina o prazo para fazer a solicitação e entrar no lote de pagamento previsto para 26 de outubro. O calendário, porém, não termina agora. Quem perder o prazo de setembro ainda poderá solicitar o ressarcimento até 31 de dezembro de 2026, mas receberá em uma data posterior, conforme o cronograma oficial. A informação consta nos canais do Ministério da Fazenda e da Caixa Econômica Federal.
Tem direito aos valores quem trabalhou com carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 e ainda não realizou o saque. Mas é preciso fazer a solicitação na Caixa, por meio de aplicativo ou nas agências. Em caso de falecimento do titular das cotas, os herdeiros podem fazer a solicitação, mas precisam ter o número de inscrição PIS/Pasep do cotista para a consulta.
Segundo o Ministério da Fazenda, ao todo são R$ 26,7 bilhões esquecidos do antigo fundo, e 10,4 milhões de beneficiários têm direito a retirar o dinheiro. As cotas do fundo do PIS/Pasep foram extintas em 2020 e os valores, transferidos ao Tesouro Nacional, em 2023. Esses valores não têm nada a ver com o abono salarial PIS/Pasep.
Como saber se tem direito
A consulta sobre valores a receber e a solicitação de ressarcimento podem ser feitas pelo aplicativo FGTS ou nas agências da Caixa. Além disso, o Ministério da Fazenda tem a plataforma do REPIS Cidadão. Para a consulta, basta acessar o site http://repiscidadao.fazenda.gov.br/ e verificar se há ou não valores a serem sacados e como proceder para retirar o dinheiro, incluindo orientações específicas para herdeiros. As informações podem ser acessadas pelo trabalhador ou seu beneficiário legal, em caso de falecimento.
(*) com R7

