Poupança perde espaço entre os gaúchos, que buscam por soluções mais rentáveis

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil Versão em áudio

O volume aplicado na poupança caiu 1,5% no primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 956,9 bilhões, no mercado financeiro nacional.  Os dados são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), e a retração ocorre em um cenário de crescimento geral dos investimentos dos brasileiros, que avançaram 6,8% e chegaram à marca de R$ 7,9 trilhões no período. Esse movimento sinaliza uma mudança de comportamento relevante entre os estados do Sul e coloca os gaúchos na quinta posição dentre os estados com o maior número de investidores pessoa física do país, atrás do líder São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Com a taxa de juros ainda elevada e maior acesso à educação financeira, os gaúchos têm migrado para alternativas mais rentáveis e seguras, como Tesouro Direto, CDBs, LCIs, LCAs e fundos de renda fixa. A busca por maior rentabilidade e proteção contra a inflação tem impulsionado essa transição, especialmente entre os investidores mais jovens e conectados às plataformas digitais.

Segundo Renato Sarreta, Líder Regional da XP no Sul, o cenário reflete uma evolução na mentalidade do investidor. Apesar de ser a aplicação mais popular do Brasil entre os conservadores, a poupança está longe de ser considerada um investimento. O especialista lembra que existem opções com diferentes níveis de risco e rentabilidade. Algumas de baixo risco incluem Tesouro Direto, Tesouro Selic, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e fundos de renda fixa. “Para opções mais arrojadas, pode-se considerar fundos de investimento, fundos imobiliários e ações”, acrescenta

A tendência é que o movimento de diversificação e busca por maior rentabilidade se intensifique nos próximos anos, impulsionado pelo avanço da tecnologia, da assessoria personalizada e da democratização do acesso a produtos antes restritos a grandes investidores. Bruno Vargas, líder da XP no Rio Grande do Sul, reforça que o papel do assessor de investimentos torna-se cada vez mais estratégico. “Ele personaliza estratégias baseadas em cada perfil, e auxilia o cliente a alcançar metas, como, por exemplo, a aposentadoria”, explica.

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