Negociação com EUA não tem relação com calendário eleitoral, diz ministro

Foto: Crédito: Freepik

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e ServiçosMárcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (19) que a negociação com os Estados Unidos, ao menos do lado brasileiro, não tem vinculação com o calendário eleitoral. Segundo ele, não há tempo para terminar qualquer processo de reciprocidade em 2026, mas há a expectativa de destravar o diálogo com os norte-americanos ainda neste ano.

“Nós precisamos estabelecer com os Estados Unidos um diálogo para superar qualquer outra questão e tentar ficar na questão comercial, na questão econômica. Não há, da parte do Brasil, da parte do governo brasileiro, nenhum atrelamento ao calendário eleitoral. E se tiver na relação com os Estados Unidos, é outro abuso, é outra inadequação”, afirmou o ministro.

Ele também disse que não vê o tarifaço como uma interferência direta no Brasil, mas como uma barreira ilegal e indevida: “Eu acho que nós temos que negociar com os Estados Unidos a superação dessa barreira que é ilegal, é indevida e, ao mesmo tempo, nos defender porque ela é abusiva e causa danos para o país”.

Ele declarou ainda que o processo de reciprocidade teve início internamente e que os ministérios devem prestar esclarecimentos e informações em até 60 dias. “Depois, em até 60 dias, devemos apresentar relatório para processo de reciprocidade”.

Por fim, disse que a proximidade com a Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) pode levar à diversificação do mercado brasileiro e que a queda nas vendas para a Argentina se deve somente à crise econômica vivida pelo país vizinho. Ele descartou qualquer influência do atrito entre o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Não há dado estatístico posterior a isso. Então não está relacionado a isso. Com os Estados Unidos, a redução se dá em razão do comportamento que ele, infelizmente, passou a manter, que é indevido, injusto, descabido. E com a Argentina, por conta da crise econômica, que, infelizmente, aquele país ainda vive”, completou o ministro.

(*) com R7

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