Moradores da capital devem R$ 4.9 bilhões, aponta Serasa

Foto: Crédito: José Cruz / Agência Brasil

Emprestar o nome para ajudar alguém na busca por crédito ainda é uma prática comum no Brasil, mesmo abrindo espaço para consequências negativas nas finanças. Segundo pesquisa da Serasa em parceria com o Opinion Box, 6 em cada 10 brasileiros já cederam o CPF para terceiros. Entre esses, 34% acabaram endividados após o não pagamento das obrigações assumidas. No Rio Grande do Sul são mais de 4.1 milhões de pessoas com o nome negativado, o que corresponde a 46,47% da população adulta. Um aumento de 2,41% em relação ao mês de fevereiro de 2026. Juntos, esses consumidores devem R$ 31.9 bilhões, sendo que 27,32% são para bancos e cartões de crédito. Somente em Porto Alegre são mais de 587 mil inadimplentes que devem R$ 4.9 bilhões.

O levantamento também mostra que 29% das pessoas que já emprestaram o nome se arrependeram da decisão e jamais fariam novamente. Além disso, a prática acontece principalmente com pessoas consideradas de confiança: em 60% dos casos, o empréstimo foi feito para familiares; 31% para amigos; 14% para colegas de trabalho; 11% para parceiros; e 3% para outras pessoas.

“Na prática, emprestar o nome significa viabilizar o acesso ao crédito — seja por meio de cartões, empréstimos, financiamentos ou parcelamentos. Mesmo sem utilizar diretamente o recurso, a responsabilidade legal pela dívida é integralmente de quem cede o CPF”, explica Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira. “Isso pode comprometer o orçamento, afetar o histórico de crédito e, em casos mais críticos, levar à inadimplência, com impactos que vão além do aspecto financeiro.”

Esse comportamento ganha ainda mais relevância diante da alta da inadimplência no país. De acordo com o Mapa da Inadimplência da Serasa, de março de 2026, mais de 82,8 milhões de brasileiros estão inadimplentes, com um total de 338 milhões de dívidas. Desse volume, 47% das dívidas estão concentradas em bancos e financeiras – justamente os setores mais associados à concessão de crédito e, consequentemente, às situações em que o empréstimo de nome ocorre com maior frequência.

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