A correção das faixas do Simples Nacional, defasadas desde 2018, e o impacto do fim da taxa das blusinhas foi o tema central da reunião-almoço MenuPOA da Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA). Corrigida até maio de 2026, a arrecadação de impostos diretos e indiretos apenas com o Simples teria um incremento de até R$ 24,6 bilhões anualmente.
Leonardo Dorneles, presidente da Abrasel-RS e um dos palestrantes, destacou pesquisa realizado pelo economista Gustavo Inácio de Moraes, da Escola de Negócios da PUC-RS, em parceria com o Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (SINDHA-RS). O estudo mostra que a correção das faixas do Simples Nacional, tem o potencial de gerar um ciclo virtuoso de crescimento econômico, capaz de compensar a alegada renúncia fiscal do governo.
Segundo estimativas do estudo, o reajuste das faixas do regime tributário resultaria em uma perda inicial de arrecadação de R$ 88 bilhões (cenário IGP-DI) e R$ 71 bilhões (cenário IPCA). “Mas no contexto continuado haveria aumento da arrecadação, além de mais empregos”, lembrou Dorneles.
Empregos e salários
Para medir os impactos de uma eventual correção até maio de 2026, o estudo aponta para a criação de 798 mil a 1,42 milhão de empregos no país. Além disso, o e
estima um incremento de R$ 42,1 bilhões na massa salarial e de R$ 33,4 bilhões no lucro das empresas.
Conforme Oscar Frank, economista chefe da CDL Porto Alegre e também palestrante do evento, o Rio Grande do Sul tem 21.4% dos empregos formais ligados ao Simples. Ele destacou ainda outro tema da reunião-almoço: o impacto do fim da taxa das blusinhas.
“Produtos iguais devem ter tratamento igual e isso deixou de existir com o fim da taxa. É isso só aconteceu porque uma pesquisa apontou que 70% dos consumidores se sentiam prejudicados com o impacto do imposto”, disse.

