Rolante deu início, na terça-feira, 27 de outubro, a um empreendimento que pretende transformar uma área às margens da ERS-239 em um novo ponto de encontro para a população. A Sicredi Caminho das Águas realizou o ato simbólico que marcou o começo das obras da nova sede de sua Superintendência Regional, no km 70 da rodovia, no mesmo terreno da Usina Centenária. Além da estrutura administrativa, o projeto contempla um parque urbano com espaços de lazer e integração com a natureza. A cerimônia reuniu associados, autoridades, lideranças, colaboradores e representantes da comunidade. O empreendimento foi apresentado como parte do planejamento de longo prazo da cooperativa, que mantém em Rolante suas raízes históricas e institucionais.
Com quase 60 mil metros quadrados, o terreno será aproveitado para oferecer diferentes opções de uso à população. O projeto inclui Bosque Cooperativo, trilhas contemplativas, praça do chimarrão, capela, áreas esportivas, playgrounds e locais de descanso próximos ao açude. Também estão previstos estacionamento com cobertura de placas solares, praça das bandeiras e um memorial com cápsula do tempo, destinado à preservação de registros para as próximas gerações.
A concepção arquitetônica integra os ambientes de trabalho às áreas externas, valorizando a paisagem e permitindo que a estrutura administrativa compartilhe o espaço com atividades comunitárias. O diretor executivo da Sicredi Caminho das Águas, Tiago Rocha, explicou que a proposta é oferecer à cidade um parque urbano acessível, com áreas abertas à população. Os ambientes internos também terão divisórias móveis, permitindo adaptações conforme as necessidades de utilização.
“Quando as pessoas perguntam por que adquirimos uma área tão grande, a resposta está na oportunidade de criar um parque urbano para a cidade. Toda a parte frontal do terreno foi pensada como uma praça aberta à comunidade. Queremos que esse seja um lugar de encontros, com acessibilidade e espaços que possam se adaptar ao longo do tempo”, afirmou.
O presidente do Conselho de Administração da Sicredi Caminho das Águas, Álvaro Link, ressaltou que a viabilização do empreendimento está relacionada à confiança construída entre a cooperativa e as comunidades onde atua. Para ele, o diálogo e a participação das pessoas são tão importantes quanto os recursos financeiros necessários à execução do projeto.
“Existe um capital que é invisível e muitas vezes negligenciado: o capital social. Ele nasce dos encontros, que possibilitam diálogos e ampliam a confiança uns nos outros. É essa confiança que coloca as iniciativas de pé. O capital financeiro é importante, mas ele é consequência dessa construção”, afirmou.

